- A revisão aponta que o HS2 falhou em parte por foco na velocidade máxima e pela pressão política, com um novo “reset” em curso.
- Em março, a secretária de Transportes, Heidi Alexander, pediu aos responsáveis do HS2 para considerar reduzir as velocidades máximas para economizar.
- O relatório, assinado pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional Sir Stephen Lovegrove, deve concordar com falhas históricas, como mudanças de prioridades políticas e custos crescentes, além do “gold-plating” do conceito de alta velocidade.
- Espera-se que Alexander confirme que os trens não começarão a operar na data-alvo de 2033 e apresente um novo total estimado do projeto, com custos possivelmente acima de £100bn.
- O plano original previa London to Birmingham, com ligações a Leeds e Manchester; a perna leste para Leeds foi cancelada em 2021 e a ligação Manchester-Birmingham foi abandonada em 2023, com ajustes recentes para concentrar recursos no trecho central.
O HS2 sofreu falhas atribuídas, em parte, ao foco em velocidades máximas e à pressão política, aponta uma revisão que deve ser publicada em breve. O relatório é assinado pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional Sir Stephen Lovegrove.
Segundo as expectativas, o estudo concordará com uma avaliação anterior sobre os “pecados originais” do projeto: mudanças de prioridade política e custos inflados. Também deve destacar o “gold-plating” do conceito de alta velocidade.
A análise deve ressaltar que o objetivo principal era ampliar a capacidade da rede ferroviária, mas os custos subiram e os prazos foram estendidos. A revisão também aponta uma engenharia sob medida, excessivamente complexa.
Contexto financeiro e mudanças de plano
Em março, a secretária de Transportes, Heidi Alexander, solicitou aos responsáveis pela HS2 que avaliassem reduzir as velocidades máximas para economizar dinheiro. A ideia é repensar o custo total do projeto.
A expectativa é de que a autora confirme que os trens não começarão a operar no atual prazo de 2033 e apresentará um novo relatório de custos. Observa-se que o valor pode ultrapassar 100 bilhões de libras.
Originalmente, o projeto previa ligação de Londres a Birmingham, com ramais para Leeds e Manchester. Em 2021, o governo interrompeu o trecho leste até Leeds; dois anos depois, o trecho Manchester-Birmingham também foi cancelado.
Avanços e próximos passos
Em junho de 2025, Alexander disse que, após uma série de falhas, o governo manteria o compromisso de entregar o HS2, visando redefinir o cronograma. Mark Wild, CEO da HS2 Ltd, liderou o processo de “reset”.
Ainda neste ano, o governo sinalizou que pretende explorar oportunidades para reduzir custos e prazos, incluindo a possibilidade de reduzir as velocidades. O HS2 está no auge de sua construção, com estruturas-chave já erguidas.
Entre as obras em andamento, destacam-se o túnel de 16 km sob o Chilterns e o viaduto de Colne Valley. A empresa HS2 Ltd já informou que pode reduzir ou pausar trechos para concentrar recursos.
Perspectivas e impactos
A revisão deve esclarecer como as pressões políticas influenciaram decisões técnicas e financeiras. A avaliação também analisa impactos para a administração pública e para a gestão de grandes projetos.
O governo ainda não definiu nova data de abertura nem o custo final do empreendimento. O HS2 continua a ser uma aposta para ampliar a capacidade, apesar dos atrasos e das incertezas.
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