- Jaguar Land Rover e General Motors avaliam contrato de £900 milhões no Reino Unido para fabricar nova linha de caminhões militares, visando substituir a frota de Land Rovers desativada desde 2016.
- Os caminhões serão usados pelo Exército, pela Marinha e pela Força Aérea em missões de reconhecimento, patrulha e logística, com primeiras entregas previstas para 2030.
- A GM participa em parceria com a BAE Systems e a NP Aerospace; o impacto envolve veículos baseados em Chevrolet produzidos nos EUA, com esforço para ampliar conteúdo britânico.
- O lançamento do edital depende do Plano de Investimento em Defesa, cuja publicação tem sofrido atrasos; o governo promete manter a indústria britânica central no fornecimento de mobilidade leve até 2030.
- Outros concorrentes incluem Ineos com SMT, Babcock, Rheinmetall e General Dynamics, disputando o contrato para operar na substituição da frota atual de Land Rovers e Pinzgauers.
Jaguar Land Rover e General Motors avaliam contrato de £900 milhões para fabricar uma nova linha de caminhões militares no Reino Unido. A ideia é atender a demanda de defesa com tecnologia britânica e ampliar a participação do setor automotivo no orçamento de defesa.
O objetivo é substituir a frota envelhecida de Land Rovers, em produção interrompida desde 2016, com milhares de veículos 4×4 para uso pelas Forças Armadas. As primeiras entregas devem ocorrer em 2030, abrangendo Exército, Marinha e Força Aérea.
Entre os protagonistas, a JLR surge como a montadora britânica com maior visibilidade nesse movimento. A empresa pretende manter o design e a engenharia no país, ainda que o Defender tenha sido refeito na Eslováquia.
A GM participa em consórcio com a BAE Systems e a NP Aerospace, sediada em Coventry. A proposta envolve caminhões base Chevrolet, fabricados nos EUA, com modificações militares para o mercado britânico.
Gilbert Nelson, da GM Defence, afirmou que a parceria busca restabelecer vínculos históricos de cooperação de indústria, destacando o aumento dos orçamentos de defesa na Europa e no Reino Unido. Nelson ressaltou a intenção de competir de forma competitiva.
O Ministério da Defesa ainda não informou o número exato de veículos a serem fornecidos. O governo britânico apontou a prioridade de manter a indústria local envolvida na próxima geração de veículos de mobilidade leve para soldados até 2030.
Ineos, fabricante do Grenadier 4×4, também manifestou interesse em disputar o contrato, em conjunto com SMT. A empresa citou a ampliação do alcance do Grenadier a governos adicionais.
Outras licitantes incluem Babcock, com modificação de Toyota; Rheinmetall, com uma Mercedes 4×4; e General Dynamics, com uma picape Ford. O governo diz que a participação britânica será central na execução do projeto.
Analistas apontam que o atraso na divulgação do plano de investimento em defesa influencia a definição de números finais do pedido. O documento é considerado essencial para detalhar o montante e o cronograma de compras.
A notícia é acompanhada pela expectativa de que o programa impulsione a indústria local e estimule parcerias entre empresas de defesa e fabricantes de veículos, mantendo o Reino Unido competitivo no setor.
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