- Pesquisa Datafolha aponta segurança pública como tema de desgaste para Lula; governo ressalta ações de combate a crimes do “andar de cima” e envio de marcos legais ao Congresso.
- Governo é avaliado pior em áreas prioritárias: saúde (34%), segurança pública (12%) e economia (11%); Lula é visto mal nesses temas, especialmente em segurança pública (16%).
- Oposição planeja explorar a segurança na campanha, com críticas à gestão e propostas para a área.
- Governo promete pacote legislativo para rebater críticas, incluindo a PEC da Segurança Pública e lei antifraude, além de destacar ações contra crimes de colarinho branco, como a operação Carbono Oculto.
- Legislativo: Câmara já aprovou mais de cinquenta projetos sobre segurança; PEC da Segurança está travada no Senado há mais de dois meses, aguardando envio para debate.
O Datafolha aponta que a segurança pública será um dos temas mais explorados pela oposição na campanha presidencial. A avaliação negativa do governo Lula nesse campo é citada por adversários, que prometem enfatizar ações contra a criminalidade. O governo, por sua vez, destaca medidas de combate a crimes do chamado andar de cima e os marcos legais enviados ao Congresso.
A oposição aponta que temas de segurança, saúde e economia são prioritários para o eleitor. O levantamento mostra também que a avaliação do governo é maior dificuldade em cada área para o presidente eleito, com destaque para segurança pública. Parlamentares divergem sobre quem é responsável pela ordem pública.
Segurança pública
A defesa de soluções integradas entre União, estados e municípios é citada por Hugo Motta, presidente da Câmara, que ressalta a PEC da Segurança como ferramenta de cooperação intergovernamental. O texto está travado no Senado há mais de dois meses, segundo opositores, que prometem pressão para pautá-lo.
Kim Kataguiri comenta a avaliação crítica do governo na área de segurança, associando-a a um histórico de gestão considerada fracassada. Na leitura da oposição, novas propostas visam desgastar o governo antes do fim do mandato.
Reação do governo
O Planalto sinaliza pacotes de medidas, incluindo a PEC da Segurança e o projeto antifacção, para endurecer a legislação penal. Alencar Santana Braga defende que a responsabilidade pela segurança é compartilhada, destacando a atuação de governadores na gestão das polícias estaduais.
Integrante do Palácio pontua ainda a atuação contra crimes de colarinho branco e organizações criminosas, citando a operação Carbono Oculto como exemplo de atuação firme. A estratégia, segundo o governo, contrasta com a narrativa de adversários que defenderiam interesses de setores mais ricos.
Legislativo
Motta informa que mais de 50 projetos sobre segurança já foram aprovados na Câmara, com foco em combater o feminicídio. A apreensão é que o Senado avance com a PEC da Segurança, que finalmente dependeria de envio de sua pauta pelo presidente do Senado, em conflito com o governo desde a indicação de Jorge Messias para o STF.
Líderes de blocos defendem que o Senado precisa agir em defesa de pautas de segurança e pontuam que a PEC é considerada emblemática para o país. Parlamentares destacam a necessidade de o Senado cumprir seu papel institucional.
Saúde
Carlos Veras ressalta que Lula pretende comparar resultados na saúde com o governo anterior, apontando avaliações ruins nessa área. O Datafolha aponta 15% dos eleitores considerando esse setor como ponto fraco do governo atual.
Petista afirma que programas como Farmácia Popular, a volta do Mais Médicos e iniciativas para reduzir tempo de espera em atendimentos serão enfatizados na campanha. As propostas visam mostrar continuidade de políticas de saúde pública.
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