- A oposição afirma estar otimista com o relatório do deputado Leo Prates sobre a PEC do fim da jornada 6×1, com apresentação prevista para a próxima quarta-feira (20).
- O texto em discussão propõe uma transição de uma hora por ano na jornada semanal até chegar a quarenta horas, o que levaria a quatro anos para a mudança entrar em vigor.
- A base do governo defende a redução imediata da jornada, com negociações para escalonar a mudança a partir de duas horas por ano na carga horária máxima semanal.
- A oposição também defende a possibilidade de acordos coletivos para extrapolar o limite diário de horas, enquanto o governo insiste em manter as regras sem esse tipo de flexibilização.
- O Planalto sustenta que a mudança pode ser suportada pelo mercado e que não haverá compensação aos empregadores, ao passo que setores produtivos pressionam por incentivos e desoneração; setores com jornadas diferenciadas devem ficar para um projeto de lei.
Oposição na Câmara afirma estar otimista com o relatório de Leo Prates sobre a PEC da unificação da jornada 6×1. A apresentação está prevista para quarta-feira (20). Lideranças de direita avaliam que suas demandas foram atendidas, caso o texto seja mantido.
O parecer ainda passa por negociações. A versão preliminar propõe reduzir a jornada em uma hora por ano, até atingir 40 horas semanais, o que atrasaria a transição por pelo menos quatro anos. Mantê-lo pode favorecer o grupo oposicionista.
A base do governo defende redução imediata, com escalonamento possível por duas horas a cada ano. A oposição também cobra validade de acordos coletivos para extrapolar o teto. Hugo Motta e o relator já sinalizam fortalecer as convenções.
A proposta anterior prevê 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem cortar salários. Casos específicos, como setores com jornadas diferenciadas, ficariam para um projeto de lei, segundo acordo entre Motta e o governo.
Pontos em disputa
A oposição vê espaço para negociações sobre a transição e compensação para empresas. O Executivo mantém posição firme de não conceder auxílio financeiro. Setor produtivo argumenta impactos econômicos e pressiona por incentivos.
Próximos passos
O texto em análise deverá ter ajustes finais na próxima semana. O relator planeja revisar o relatório neste fim de semana, com possível encontro com Motta para discutir mudanças. A versão final deve ser apresentada na quarta-feira.
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