- Os republicanos da Carolina do Sul movem-se para redesenhar o mapa político do estado, o que pode dissolver o sexto distrito, atualmente representado por James Clyburn, o único congressista negro desde 1897.
- A proposta surge após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que enfraqueu parte da Lei de Direitos de Voto, levando a uma corrida para redesenhar distritos.
- O governador Henry McMaster chamou uma sessão especial para discutir a redistritagem, que começou na sexta-feira.
- O sexto distrito abrange desde a região sul, perto de Savannah, até Charleston, passando por áreas de Afrodescendentes, agricultura rural e pela capital Columbia; hoje tem cerca de 46% de população negra, não sendo maioria absoluta.
- Clyburn é uma figura veterana do movimento dos direitos civis e liderou ações que ligaram o financiamento federal a comunidades empobrecidas; ele tem sido crítico às redesenho de distritos conduzidas pelo status atual.
O mapa eleitoral de Carolina do Sul pode desmontar o histórico sexto distrito, atualmente representado por James Clyburn, o único congressista negro do estado desde 1897. A proposta de redistritamento surge após a Suprema Corte ter enfraquecido uma parte da Lei dos Direitos de Voto, abrindo espaço para mudanças. O objetivo é redesenhar as fronteiras para favorecer a maioria republicana.
O sexto distrito tem trajetória complexa: começa na fronteira sul com a Geórgia, contorna Charleston e segue até a capital Columbia. Abriga áreas ricas de comércio, o Capitolio histórico e partes da região costeira de Gullah Geechee, além de regiões com alto índice de pobreza.
A bancada republicana estadual avalia o plano sob pressão de apoiar mudanças que visam consolidar maiorias. O governador Henry McMaster convocou sessão especial para discutir o assunto, que começou nesta sexta-feira. A operação envolve decisões sobre quem vota onde.
Historicamente, a composição demográfica favorece a presença de comunidades negras, que respondem pela maior parte da população em algumas áreas. A separação de distritos tem sido usada como ferramenta política para manter o controle majoritário.
Clyburn, que atua no Congresso desde 1993 e já ocupou cargos de liderança, tem críticas frequentes a redesenhos que desfiguram o padrão de representação. Ele se posiciona contrariamente a traços que segmentem a votação por raça ou região.
Analistas apontam que o redesenho pode alterar o cenário eleitoral local, com impactos sobre o apoio a candidatos vizinhos e sobre a composição de maioria nas demais comissões. O debate ocorre em meio a tensões entre insatisfação com o status quo e defesa de representatividade.
Parte da discussão envolve a sobrevivência de coalizões multirraciais que sustentaram o poder democrata local por décadas. Grupos de defesa dos direitos civis acompanham o desenrolar para verificar impactos de eventuais mudanças.
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