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Deputados de SP indicaram R$ 700 mil a empresa ligada à produtora Dark Horse

Emendas de 2023-2025 destinam R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de Dark Horse; parte não foi paga pelo governo de Tarcísio

O deputado estadual Gil Diniz (PL) condecora Eduardo Bolsonaro com homenagem da Alesp, em 2019
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  • Deputados estaduais de São Paulo destinaram emendas que somam R$ 700 mil a empresas e entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse” entre 2023 e 2026.
  • Entre os beneficiários estão o Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora, com participação de Karina Gama, que controla outras entidades do ramo cultural.
  • Algumas emendas foram canceladas ou não pagas, por impedimentos técnicos ou falta de documentação, como ocorreu com uma emenda de 213 mil reais em 2025.
  • Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro destinou R$ 100 mil para aquisição de equipamentos pelo instituto; em 2025, o deputado Luiz Fernando destinou R$ 190 mil, ainda não empenhado, para projetos culturais.
  • Em 2025, o deputado Gil Diniz destinou R$ 200 mil para a série documental “Heróis Nacionais”, com recursos direcionados à ANC (Academia Nacional de Cultura), também ligada à rede da produtora.

O que aconteceu: deputados estaduais de São Paulo destinaram R$ 700 mil em emendas a empresas ligadas à produtora do filme Dark Horse, entre 2023 e 2026. Parte desses recursos não foi paga pelo governo de Tarcísio de Freitas.

Quem está envolvido: o selo Go Up, ligado ao filme em homenagem a Jair Bolsonaro, e a executiva Karina Gama aparecem como figuras centrais. Emendas foram enviadas por bolsonaristas da Assembleia Legislativa, entre eles Valéria Bolsonaro, Lucas Bove, Gil Diniz e Luiz Fernando.

Quando e onde ocorreu: as emendas ocorreram ao longo de 2023, 2024 e 2025, com continuidade até 2026, sob o governo estadual de São Paulo. Os recursos foram destinados a entidades com atuação cultural e educacional no estado.

Por que isso importa: a investigação envolve transparência de gastos públicos, possível uso de emendas para financiar projetos ligados a figuras políticas, e o papel de entidades beneficiárias em contratos com a Prefeitura de São Paulo. A PF também apura fluxos de recursos de Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para o filme.

Detalhes adicionais: a Instituto Conhecer Brasil aparece como beneficiário de três emendas impositivas atribuídas por deputados estaduais. Em 2023, uma emenda de R$ 100 mil financiou aquisição de equipamentos, conforme dados do portal de transparência.

Emenda não paga e explicação: em 2025, uma proposta de R$ 213 mil para um projeto esportivo foi rejeitada por impedimento técnico. Segundo o governo estadual, entraves costumam envolver prazos, licenças ambientais ou documentação ausente.

Emenda ainda sem confirmação: em 2026, outra verba de R$ 190 mil para o mesmo instituto permanece não empenhada. A finalidade é apoiar projetos culturais, segundo registros oficiais.

Resumo institucional: Gil Diniz, Valéria Bolsonaro, Lucas Bove e outros bolsonaristas participaram de repasses a instituições associadas à produtora. A Folha e outros veículos destacam que parte do dinheiro também teve aplicação em contratos com a gestão municipal de São Paulo.

Contexto adicional: reportagens indicam que, mesmo com alegação de “zero dinheiro público” ligada ao filme, há vínculos entre a produtora e recursos de emendas estaduais e federais, além de contrato com a prefeitura paulistana na gestão de Ricardo Nunes.

Investigação em andamento: a PF apura uso de um fundo nos EUA, Havengate, para repasse de verbas e possível custeio de despesas de Eduardo Bolsonaro em solo americano, sem confirmação de quem recebeu tais recursos. Eduardo Bolsonaro nega irregularidades.

Observação final: a matéria registra apurações de fontes jornalísticas sobre o tema, sem concluir notícias ou emitir opiniões. As informações citadas passam por verificações em fontes públicas de transparência e investigações em andamento.

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