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Dezessete deputados são alvo do Conselho de Ética da Câmara nesta semana

Oito processos por quebra de decoro chegam à pauta do Conselho de Ética, atingindo dezessete deputados: dois da oposição e quinze da base governista

Vista do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília, onde funcionam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
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  • Oito processos por quebra de decoro estão na pauta do Conselho de Ética da Câmara para terça-feira, 19; dois deputados da oposição, ambos do PL, e quinze da base governista (doze do PSOL, dois do PT e um do Avante).
  • Marcos Pollon (PL-MS) é acusado de xingar o presidente da Câmara, Hugo Motta, em ato pró Dosimetria; relator recomenda três meses de suspensão.
  • Alfredo Gaspar (PL-AL) foi denunciado pelo PT por chamar Lindbergh Farias de criminoso, usuário de drogas e outros adjetivos; ainda não há relator sorteado.
  • Lindbergh Farias (PT-RJ) é alvo de denúncia do Novo por ter chamado Gaspar de estuprador; também responde a processo envolvendo suposta perseguição a parlamentares e ações contra Flávio Bolsonaro.
  • Doze deputados do PSOL são acusados em retaliação a denúncia sobre Flávio Bolsonaro; Érika Hilton tem ação separada por suposta transfobia; André Janones (Avante-MG) e Rogério Correia (PT-MG) também aparecem em outros casos.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados incluirá oito processos de quebra de decoro em votação na próxima terça-feira, 19. A pauta mira dois deputados da oposição, ambos do PL, e quinze da base governista, com participação de PSOL, PT e Avante. As acusações vão desde ofensas verbais até agressões em sessões.

Entre os casos, está Marcos Pollon (PL-MS), acusado de proferir xingamentos contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, em ato em Campo Grande a favor do PL da Dosimetria. A denúncia foi apresentada por Gilberto Abramo (Republicanos-MG). Relator indica suspensão de três meses.

Outro alvo é Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, denunciado pelo PT por chamá-lo de criminoso, usuário de drogas e outros termos ofensivos. A acusação sustenta quebra de decoro e pede a perda de mandato; ainda não houve sorteio do relator.

Lindbergh Farias (PT-RJ) também é citado na mesma denúncia do PT, após chamar Gaspar de estuprador em sessão da CPMI. O Novo apresenta outra ação que envolve Lindbergh e doze deputados do PSOL, além de questionar atuação de Flávio Bolsonaro. Suspensão de seis meses é pleiteada.

Doze deputados do PSOL aparecem em uma ação do Novo que envolve denúncia contra Flávio Bolsonaro na PGR, em novembro de 2025. O Novo sustenta que o grupo incitou perseguição a parlamentares e a manifestações populares. A lista envolve Chico Alencar, Glauber Braga, Ivan Valente, Henrique Vieira, Tarcísio Motta, Célia Xakriabá, Erika Hilton, Fernanda Melchionna, Luiza Erundina, Luciene Cavalcante, Sâmia Bomfim e Talíria Petrone.

Érika Hilton (PSOL-SP) também é alvo de ação do Novo por acusações de transfobia entre 2025 e 2026. O partido alega que as falas teriam sido protegidas pela liberdade de expressão e que a deputada estaria usando o cargo para perseguir opositores.

André Janones (Avante-MG) é investigado a pedido do PL por ofensas sexistas a Michelle Bolsonaro e a Bia Kicis em 2025. Leituras anteriores apontam postagens que incluem termos pejorativos e ataques pessoais.

Rogério Correia (PT-MG) é acusado pelo Novo por comportamento agressivo durante a CPMI do INSS em fevereiro de 2026. Segundo a denúncia, Correia teria dado cotovelada em Luiz Lima (Novo) ao se aproximar da mesa da Presidência durante discussão.

A pauta coloca em evidência uma disputa sobre decoro parlamentar envolvendo membros de diferentes bancadas. O desfecho dependerá do parecer dos relatores e das votações no Conselho de Ética.

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