- O ministro Flávio Dino relatou ter sido hostilizado em aeroporto por funcionária de companhia aérea ao ver seu nome no cartão de embarque, chegando a dizer que seria melhor matar do que xingar.
- Dino não citou o nome da empresa, a data nem o aeroporto; afirmou que o relato é para interesse coletivo e não pessoal.
- Ele pediu às empresas, especialmente aquelas que lidam com público, campanhas de educação cívica para promover convivência pacífica, especialmente neste ano eleitoral.
- O ministro alertou que o ódio pode contaminar outros funcionários e impactar a segurança de aeroportos, voos e passageiros, sugerindo que episódios assim possam se repetir se não houver prevenção.
- O texto reforça o contexto de hostilização a ministros do STF, citando episódios anteriores envolvendo Moraes, Gilmar Mendes e outros colegas.
O ministro Flávio Dino, do STF, relatou ter sido hostilizado em um aeroporto ao ver o seu nome no cartão de embarque. Segundo ele, uma funcionária de uma companhia aérea manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de xingar o magistrado e, em seguida, disse que seria melhor matar do que xingar. O ocorrido não teve identificação de empresa, data ou aeroporto.
Dino afirmou que não conhece a funcionária nem ela o conhece, e disse que as atitudes decorrem de sua atuação no STF. Ele destacou que cada cidadão tem sua opinião, mas ressaltou que pessoas que prestam serviços não podem sofrer agressões. O ministro também ponderou que o ódio pode se espalhar e impactar a segurança de aeroportos, voos e passageiros.
O apelo é dirigido a empresas, principalmente aquelas com atendimento ao público, para promover campanhas de educação cívica que estimulem convivência pacífica. Em ano eleitoral, ele disse que muitos sentimentos se acirram e que prevenir é essencial para evitar novos episódios.
Casos anteriores de hostilidade a ministros do STF
Casos de hostilidade a ministros do STF em aeroportos já foram registrados no passado. O ministro Alexandre de Moraes foi alvo de xingamento no aeroporto de Roma, em 2023. Em 2018, o decano Gilmar Mendes foi ofendido durante um voo entre Brasília e Cuiabá. Outros episódios envolvendo ministros aposentados, como Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski, também já foram notificados.
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