- 68% dos brasileiros aprovam o fim da escala 6 por 1; 22% são contrários e 7% não sabem ou não opinaram.
- A pesquisa foi realizada entre 8 e 11 de maio com 2.004 eleitores, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
- 43% dos entrevistados acompanham a discussão de perto; 29% acompanham pouco; 27% não acompanham; 1% não souberam.
- Há três propostas no Congresso sobre a mudança da jornada: a do governo, em regime de urgência, prevê reduzir de 44 para 40 horas semanais sem perder salário e manter oito horas diárias com dois repousos de 24 horas.
- As duas PECs em tramitação: Reginaldo Lopes propõe oito horas diárias e 36 semanais com possibilidade de compensação; Erika Hilton propõe quatro dias de trabalho por semana (4×3), com vigência de um ano após a promulgação.
O fim da escala 6 por 1 recebe apoio de 68% dos brasileiros, aponta a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira. Fornece dados de 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, apurados entre 8 e 11 de maio. A sondagem tem margem de erro de dois pontos percentuais e confiabilidade de 95%.
Segundo o levantamento, 68% aprovam a mudança, 22% são contrários e 7% não têm posição definida. Em julho de 2025, a aprovação era de 69% e a desaprovação, 26%. Em dezembro de 2025, a aprovação subiu para 72% e a desaprovação permaneceu em 24%.
Quase metade dos entrevistados, 43%, afirmou acompanhar de perto a discussão sobre o tema. Outros 29% disseram acompanhar pouco ou ter ouvido falar, 27% não acompanham e 1% não soube responder.
Panorama das propostas
O tema envolve três propostas no Congresso. Duas são de emenda à Constituição (PECs) na Câmara, e a terceira é um projeto de lei do governo em regime de urgência. O objetivo é chegar a uma jornada de cerca de 40 horas semanais.
O governo federal encaminhou a proposta em regime de urgência constitucional, com redução de 44 para 40 horas semanais e jornada diária de oito horas. O texto prevê dois repousos semanais remunerados de 24 horas.
Detalhes dos projetos em tramitação
A primeira PEC, de Reginaldo Lopes (PT-MG, 2019), estabelece teto de oito horas diárias e 36 semanais, com possibilidade de compensação por acordo coletivo. A mudança entraria em vigor dez anos após a promulgação.
A segunda PEC, apresentada em 2026 por Erika Hilton (PSOL-SP), propõe oito horas diárias e 36 semanais, mas sugere quatro dias de trabalho por semana, transformando a escala 6×1 em 4×3. A vigência ocorreria um ano após a promulgação.
Entre na conversa da comunidade