- O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Alexandre Frota por insinuações de que Nino Mota estaria envolvido em um esquema de propina para escolher a Seleção Brasileira.
- A acusação surgiu a partir de entrevista no podcast Tomando Uma, em março de 2024, na qual Frota citou supostos 5% e “o teu primeiro salário” para o jogador.
- Nino Mota afirma que as declarações são falsas e prejudicam sua honra e reputação profissional; Frota afirmou apenas expressar opinião, alegando liberdade de expressão.
- Em setembro de 2025, a 2ª Vara Cível de Cotia manteve a indenização de R$ 20 mil por danos morais, entendendo que as alegações extrapolavam limites sem comprovação.
- O recurso de Frota foi mantido pela Justiça após o não pagamento das taxas judiciárias; a defesa do ex-deputado não foi localizada pela reportagem.
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Alexandre Frota por insinuações de propina envolvendo o jogador Nino Mota. O caso, movido pelo atleta, teve decisão publicada na segunda instância na última sexta-feira, 15 de setembro de 2025, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Frota havia insinuado que Nino Mota recebeu vantagem financeira para atuar na Seleção Brasileira.
A acusação aponta que Frota participou de um podcast realizado em março de 2024, no qual citou um suposto esquema envolvendo o técnico Fernando Diniz e uma proposta financeira para favorecer a convocação do jogador. Segundo o processo, as afirmações foram consideradas Caluniosas e sem comprovação, atingindo a honra do atleta.
Frota alega que apenas expressou opinião pessoal, dentro de uma conversa informal, e que a liberdade de expressão ampararia suas falas, sobretudo por o jogador ser figura pública. O tribunal, porém, concluiu que houve abuso de expressão, sem respaldo em evidências. A condenação determina o pagamento de R$ 20 mil de indenização por danos morais.
O recurso interposto pelo ex-deputado foi rejeitado pela Justiça. O desembargador relator, Beretta da Silveira, manteve a decisão por ausência de pagamento das taxas judiciárias devidas, o que sustenta a indenização prevista. O processo segue sem anteriores desdobramentos, e a defesa de Frota não teve código de defesa identificado pela reportagem.
Decisão e repercussão
O advogado de Nino Mota, Filipe Rino, afirma que o conteúdo extrapolou os limites do jornalismo e violou a honra do atleta. A defesa sustenta que houve violação dos padrões de conduta jornalística. Até o fechamento desta edição, a defesa de Frota não foi localizada pelos repórteres.
O Terra não localizou a atuação atual de Frota para delimitar possíveis próximos passos legais. A instituição reiterou que mantêm a cobertura fiel aos desdobramentos do caso, sem juízo de valor sobre o mérito político dos envolvidos.
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