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Galípolo vai ao Senado e enfrenta questionamentos sobre o caso Master

Audiência no Senado questiona atuação do Banco Central no caso Master e possível impacto de ampliar o limite do Fundo Garantidor de Créditos

Presença de Galípolo em comissão ocorre após PF descobrir vínculos entre Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira.
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  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realizará, na terça-feira, dez, uma audiência pública com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a atuação do BC no caso Master.
  • O tema envolve o papel do BC na liquidação de bancos e o possível ressarcimento aos investidores pelo FGC, cuja ampliação de quinhentos mil para um milhão de reais seria o foco da emenda.
  • Um dos membros da CAE é o presidente nacional do Partido Progressista, Ciro Nogueira, que teve mandado de busca e apreensão na quinta fase da operação Compliance Zero, sob acusação de ter recebido benefícios relacionados à emenda Master.
  • A investigação aponta que a emenda poderia ter sido redigida pela própria assessoria do Master; Ciro diz que pretende reapresentar o texto, defendendo a ampliação para proteger correntistas, apesar de a proposta não guardar relação direta com a PEC da autonomia do BC.
  • O deputado federal Eduardo Velloso apresentou projeto de lei para impedir o uso da cobertura do FGC como atrativo em campanhas publicitárias.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado irá realizar uma audiência pública com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na próxima terça-feira, 10. O objetivo é esclarecer a atuação do BC no caso Master e possíveis impactos para a liquidação de bancos.

A reunião, solicitada pelo presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), deve trazer perguntas sobre o papel do BC na garantia de depósitos e no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em cenários de liquidação.

Entre os participantes, está o titular da CAE e senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também atua como presidente nacional do PP. A presença do senador ocorre no contexto da investigação sobre a chamada emenda Master.

Emenda Master e FGC

A investigação aponta a existência de uma emenda destinada a ampliar o limite da proteção do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta teria ligações com a gestão do banco Master, segundo autoridades envolvidas nas apurações.

De acordo com jornalistas e fontes ligadas ao caso, a emenda estaria associada a interesses de ampliar a atratividade de instituições em processo de liquidação. O BC, por sua vez, é apontado como agente regulador relevante para o desfecho do processo.

Posição de Ciro Nogueira

Ciro Nogueira nega irregularidades na relação com o financista Daniel Vorcaro, mas defende a reapresentação da emenda Master, argumentando que a medida protege os correntistas. Ele sustenta que a resistência decorre de pressões de grandes bancos.

Nogueira afirma que a proposta não está diretamente relacionada à PEC sobre a autonomia do BC, demonstrando a pretensão de resguardar clientes de instituições sob liquidção. A defesa também sustenta que a emenda poderia reduzir custos ao sistema financeiro.

Proposta concorrente

Paralelamente, o deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade-AC) apresentou um projeto de lei para impedir que a cobertura do FGC seja explorada como atrativo de campanhas. A iniciativa visa evitar usos promocionais da garantia de depósitos.

A audiência da CAE antecipa discussões sobre o papel do BC, a função do FGC e os limites das garantias, em um cenário de maior escrutínio sobre a atuação regulatória em casos de liquidação de bancos e proteção aos correntistas.

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