- Ministério da Cultura publicou mensagem nas redes sociais afirmando transparência no financiamento público de filmes via Fundo Setorial do Audiovisual, sem segredo ou caixa-preta.
- A publicação ressalta que cada centavo investido pelo governo tem destino certo, prestação de contas rigorosa e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão.
- O caso envolve o filme Dark Horse, financiado supostamente pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com ligações a controversies envolvendo Flávio Bolsonaro.
- Segundo a reportagem, Vorcaro teria enviado ao menos R$ 62 milhões para o grupo ligado ao filme; Thiago Miranda afirma ter intermediado a negociação.
- Dark Horse é dirigido para o mercado internacional, com produção executiva de Eduardo Verástegui e filmagens iniciadas em setembro de 2025 no Hospital Indianópolis, em São Paulo, com participação do ator Jim Caviezel.
Em meio à crise envolvendo o filme Dark Horse, o governo reagiu com um post sobre transparência no financiamento público de cinema. O Ministério da Cultura afirma que não há “segredos” nem “caixa-preta” em projetos apoiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual.
Segundo a pasta, cada centavo investido pelo governo tem destino certo, com prestação de contas rigorosa e possibilidade de fiscalização por qualquer cidadão. A mensagem reforça que, quando o recurso é público, tudo fica claro.
O Fundo Setorial do Audiovisual integra o Fundo Nacional da Cultura e está vinculado ao Ministério da Cultura. O objetivo é desenvolver a cadeia produtiva do audiovisual no Brasil de forma articulada.
Controvérsia em torno do financiamento
A publicação ocorre em meio ao debate sobre o financiamento do longa, supostamente apoiado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro é investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
A informação sobre o repasse envolve o empresário Thiago Miranda, que confirmou ter intermediado a participação de Vorcaro no filme. A alegação é de que ao menos 62 milhões de reais teriam sido enviados ao grupo ligando Vorcaro a Flávio Bolsonaro.
Também há relação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e denúncias de uso de recursos. Um áudio vazado aponta pedido de apoio a Vorcaro para o financiamento do longa, o que levou a investigações da Polícia Federal.
Produção e contexto
O filme é inspirado no texto Capitão do Povo, de Mario Frias. A produção executiva fica a cargo de Eduardo Verástegui, famoso por trabalhos internacionais. No Brasil, a produção é da GoUp Entertainment.
As gravações começaram em setembro de 2025, com a primeira locação no Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo. O elenco incluiu Jim Caviezel, que participou das filmagens por cerca de três meses.
Dark Horse foi concebido em inglês para ampliar o alcance internacional da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro, com foco em audiências além do Brasil. A produção busca engajar o mercado externo sem depender de recursos adicionais do governo.
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