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Juiz descarta evidência-chave no caso Luigi Mangione

Juiz concede parcialmente o pedido para descartar evidência crucial obtida após localizar Mangione, mantendo outras provas no processo

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  • Um juiz de Nova York concedeu parcialmente o pedido para excluir evidências obtidas após a localização de Luigi Mangione, em Altoona, Pensilvânia, durante a investigação do assassinato de Brian Thompson.
  • Mangione, de dezoito oito anos, foi localizado dias após uma caçada de cinco dias e é acusado de nove crimes graves, incluindo homicídio em segundo grau, nos tribunais estadual e federal.
  • Durante um julgamento de nove dias em dezembro de 2025, a defesa contestou a admissibilidade de itens encontrados na mochila dele — caderno, silenciador e uma arma impressa em três dimensões — além de declarações feitas à polícia.
  • A defesa afirmou busca sem mandado na mochila e interrogatórios antes da leitura de Miranda; a promotoria alegou que as buscas seguiram a lei local e havia mandado subsequente para admitir as evidências.
  • A decisão representa uma vitória parcial para a defesa, mas o caso pode seguir, com outras evidências, como DNA, celular e imagens de vigilância; o julgamento estadual está marcado para setembro e o federal para janeiro.

Um juiz de Nova York decidiu, de forma parcial, excluir evidências obtidas após a localização de Luigi Mangione, em meio à investigação que segue o homicídio do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. Mangione, de 28 anos, foi encontrado em um McDonald’s de Altoona, Pensilvânia, poucos dias depois de uma caçada de cinco dias.

As autoridades alegam que Mangione assassinou Thompson do lado de fora de um hotel em Midtown Manhattan, em 4 de dezembro de 2024. Ele foi preso e enfrenta nove acusações graves em tribunal estadual de Nova York, além de acusações separadas na Pensilvânia e em instâncias federais.

Durante um nono dia de audiência, em dezembro de 2025, a defesa contestou a admissibilidade de itens encontrados na mochila de Mangione — como um caderno, um silenciador e uma arma impressa em 3D — bem como de depoimentos prestados à polícia. Alegam busca sem mandado e interrogatório sem leitura dos direitos.

A promotoria sustentou que as buscas respeitaram a lei de Pensilvânia e de Nova York, os procedimentos locais e que houve mandado posterior que embasaria a admissibilidade das provas. A decisão representa uma vitória parcial para a defesa, mas não inviabiliza o processo, segundo especialistas.

Provas adicionais e desdobramentos

Entre as evidências que permanecem em jogo estão itens próximos à cena do crime, com suposta ligação ao DNA de Mangione, como um celular e uma garrafa de água. Análises complementares podem influenciar o andamento do caso.

Caso federal: decisão anterior sobre a mochila

No âmbito federal, o juiz afirmou que as informações contidas na mochila poderiam ser admitidas com base em exceções ao requisito de mandado, rejeitando a defesa em decisão de janeiro. A audiência federal foi breve, com a seleção de poucas testemunhas.

O julgamento estadual de Mangione em Nova York tem início previsto para setembro, enquanto o federal está marcado para janeiro. Contribuição adicional: Reuters.

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