- A Justiça do Rio rejeitou mais um pedido de Jairinho para suspender o julgamento sobre a morte de Henry Borel, marcado para 25 de maio.
- A defesa alegou não ter acesso ao conteúdo do notebook de Leniel Borel e pediu perícia no disco rígido do computador.
- O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto negou, dizendo que a perícia é inviável por o equipamento ter ficado anos guardado e parar de funcionar.
- O processo já está em fase final e o prazo para diligências terminou há meses; a defesa tentou adiar o julgamento em março, quando os advogados abandonaram o plenário.
- O advogado de acusação disse que a defesa busca “factoides processuais”; a juíza Elizabeth Machado Louro determinou prontidão da Defensoria Pública, mas o órgão afirmou não poder atuar devido aos advogados constituídos de Jairinho.
A Justiça do Rio rejeitou mais um pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho, para adiar o julgamento pela morte do menino Henry Borel. A sessão está marcada para o dia 25 de maio, no Tribunal do Júri do Rio. Jairinho e a mãe dele, Monique Medeiros, respondem como suspeitos pelo homicídio.
Os advogados de Jairinho alegaram que não tiveram acesso ao conteúdo do notebook de Leniel Borel, pai de Henry, e pediram uma perícia no disco rígido do equipamento. A defesa sustentou que o réu não pode ser submetido ao júri sem a íntegra das provas.
O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7a Câmara Criminal do TJ-RJ, manteve a decisão de primeira instância que fixou o júri para a próxima semana. Segundo a magistratura, a perícia é inviável por falha física do equipamento, e eventual prejuízo à defesa pode ser tratada como preliminar de julgamento. O processo já estaria na fase final e o prazo para diligências terminou há meses.
Contexto do caso
Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca, no apartamento ocupado pela mãe e pelo padrasto. Ambos negam terem sido responsáveis pelo óbito. Uma manobra da defesa de Jairinho, que resultou na suspensão do julgamento em março, levou a nova data marcada para 25 de maio.
A acusação afirma que o menino foi morto ou torturado, enquanto a defesa sustenta a versão de que não houve homicídio. O assistente da acusação afirmou que a defesa tenta atrasar novamente o andamento do processo com manobras processuais, e ressaltou a necessidade de continuidade do julgamento.
A juíza Elizabeth Machado Louro determinou que a Defensoria Pública ficasse em prontidão para assumir a defesa, caso haja necessidade. No entanto, a instituição informou que não pode atuar, pois Jairinho já possui advogados constituídos no processo.
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