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Justiça e governo interino do RJ freiam corrida do asfalto de aliados de Paes

Justiça e governo interino do RJ freiam licitações de recapeamento que somam quase R$ 2 bilhões, com suspensões e entraves legais que atrasam obras críticas

À esquerda, homem de meia-idade com óculos e camisa bege fala ao microfone, gesticulando com a mão direita. À direita, homem mais jovem veste terno escuro, camisa branca e gravata azul, sorrindo em ambiente interno.
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  • Justiça e governo interino do Rio freiaram contratações de recapeamento de ruas e rodovias de aliados de Paes e Douglas Ruas, com licitações suspensas em abril e quase R$ dois bilhões previstos para este ano eleitoral.
  • Os gastos emergenciais do Departamento de Estradas e Rodagem foram interrompidos por decisão de Ricardo Couto; a Secretaria Municipal de Conservação teve licitações paralisadas por liminares após identificação de falhas.
  • O governo afirmou que as suspensões visam transparência na gestão de recursos e reavaliação de prioridades; a prefeitura disse que litígios entre empresas embasaram as suspensões, e as obras devem retornar assim que questões jurídicas forem resolvidas.
  • Couto determinou a interrupção por um mês dos processos licitatórios no DER, na Secretaria das Cidades e na Secretaria de Infraestrutura; o DER já tinha iniciado contratação emergencial de 189 milhões para 18 municípios.
  • No município do Rio, três lotes do programa Asfalto Liso, com previsão de 1,1 bilhão, tiveram licitações travadas por decisões judiciais; MJRE Construtora foi vencedora em três lotes, com contestações sobre inabilitação e desistência de consórcio, e o município ficou responsável por decidir a alocação.

A Justiça e o governo interino do Rio de Janeiro frearam, ao longo de abril, uma série de contratações para recapeamento de ruas e rodovias realizadas por aliados de Paes e Douglas Ruas, pré-candidatos ao Palácio Guanabara. As medidas abrangeram licitações emergenciais orçadas em quase 2 bilhões de reais, com impactos diretos em obras de 18 municípios da região metropolitana e do interior.

Decisões judiciais e liminares paralisaram contratos do DER e da Secretaria Municipal de Conservação. Segundo o governo estadual, a suspensão busca transparência na gestão de recursos e reavaliação de prioridades, sem interromper serviços essenciais. A prefeitura do Rio informou que os atrasos decorrem de litígios entre empresas licitantes, sem relação com a administração municipal.

Intervenções foram determinadas pelo desembargador Ricardo Couto, que decretou a interrupção de licitações no DER, na Secretaria das Cidades e na Secretaria de Infraestrutura por um mês. O DER já havia iniciado contratação emergencial sem licitação, estimada em 189 milhões de reais para serviços em 18 municípios.

Esferas do governo e licitações sob questionamento

No âmbito municipal, três dos quatro lotes do programa Asfalto Liso tiveram licitações suspensas por decisões judiciais, com investimento previsto de 1,1 bilhão de reais. Questionamentos envolveram a vencedora MJRE Construtora e a entrega de lotes à segunda colocada, com avaliações sobre a validade das decisões da empresa.

Um consórcio recorreu alegando inabilitação indevida e apresentou evidências de vias já fresadas para sustentar riscos de prejuízo aos motoristas caso as obras fossem interrompidas. A Justiça apreciou a responsabilidade da vencedora em honrar propostas múltiplas, destacando que desistências devem ser justificadas individualmente.

  • A Secretaria de Cidades realizou, em 9 de abril, audiência pública para retomada do programa Asfalto RJ, com previsão de gastos de 846,1 milhões de reais, sem cronograma claro.
  • A prefeitura considerou as obras emergenciais como essenciais, mas sinalizou que a continuidade depende da resolução de questões jurídicas pendentes entre as licitantes.
  • As licitações, iniciadas no ano passado pelo TCM, passam por ajustes e testes de edital, com reavaliação de contratos já assinados ou em andamento.

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