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Lindbergh solicita incluir Flávio e Bolsonaro em inquérito de Eduardo nos EUA

Lindbergh Farias solicita incluir Flávio e Jair Bolsonaro em inquérito sobre Eduardo Bolsonaro nos EUA, ligado ao financiamento do filme Dark Horse

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Eraldo Peres/AP
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  • Lindbergh Farias pediu ao ministro Alexandre de Moraes que inclua Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro no inquérito sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, para coagir autoridades do Judiciário brasileiro.
  • A solicitação surgiu após o Intercept Brasil revelar que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, financiou parte do filme Dark Horse e cobrou valores de Flávio, levantando a necessidade de investigar vínculos com a atuação de Eduardo no exterior.
  • O deputado alega que, mesmo com dinheiro privado, podem haver crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, financiamento irregular de atividade política ou vantagem indevida em favor de agente público.
  • O pedido também recomenda o compartilhamento de investigações sobre Vorcaro, o Master e eventuais operadores financeiros, além de a Polícia Federal preparar relatório para cruzar informações e solicitar documentos a autoridades monetárias.
  • Propõe medidas cautelares a Flávio, como bloqueio de passaporte e proibição de deixar o país, e cooperação jurídica internacional para obter registros bancários, contratos, atividades de lobby e remessas ligadas ao filme e à atuação de Eduardo no exterior.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes que inclua Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para coagir autoridades do Judiciário brasileiro. A solicitação ocorreu nesta segunda-feira (18).

A peça apresentada aponta a existência de possível vínculo entre o financiamento do filme Dark Horse e ações ligadas à família Bolsonaro, conforme revelado pelo Intercept Brasil. Lindbergh afirma que é necessário esclarecer a origem e o destino de recursos vinculados ao projeto.

Segundo o pedido, o inquérito 4995 deve ser expandido para contemplar Flávio Bolsonaro como investigado pelos fatos novos, envolvendo captação, cobrança e intermediação de valores, além de eventual participação na campanha internacional conduzida por Eduardo Bolsonaro. A meta é apurar a relação com o suposto financiamento do filme.

Apesar das mensagens reveladas de que Flávio solicitou dinheiro e que ao menos R$ 61 milhões teriam sido enviados por um ex-banqueiro, a produtora do Dark Horse sustenta que não houve recebimento. A extensão do inquérito permitiria rastrear quem recebeu os recursos, quem intermediou, executou e converteu os valores, e se houve desvio.

Lindbergh sustenta que, mesmo com origem privada, os recursos podem configurar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, financiamento irregular de atividade política ou vantagem a agente público. O relatório poderia ser cruzado com dados de operadores financeiros e empresas ligadas à produção.

A solicitação também prevê medidas como o compartilhamento de investigações sobre Vorcaro, o Master e possíveis operadores financeiros. A PF deveria elaborar relatório, e autoridades monetárias poderiam fornecer documentos para mapear fluxos ligados ao filme e aos Bolsonaro.

Entre as medidas, o deputado sugere o bloqueio de passaporte de Flávio e uma eventual proibição de saída do país. Também avalia cooperação jurídica internacional para obter registros bancários, contratos, atividades de lobby e remessas associadas à atuação de Eduardo no exterior.

O caso envolve ainda a ação penal contra Eduardo Bolsonaro, em alegações finais por coação e obstrução de Justiça, segundo a PGR. A Procuradoria pediu a condenação do ex-deputado por supostas sanções e pressões internacionais contra ministros do STF.

Em momento anterior, Jair Bolsonaro chegou a ser alvo de investigação no mesmo inquérito, mas a PGR não o denunciou. O titular da PGR indicou que poderia reavaliar caso surgissem novos elementos que apontassem crimes cometidos pelo ex-presidente.

Além do pedido de Lindbergh, o ministro Flávio Dino abriu investigação preliminar sobre possível uso de emendas parlamentares na produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Deputados acionaram Dino com informações de que recursos de bolsonaristas teriam financiado a produção; o caso tramita sob sigilo.

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