- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Paulínia (SP), que o Brasil está aberto a parcerias internacionais em minerais críticos desde que gerem valor acrescentado no território brasileiro, mantendo o papel da Petrobras na política energética.
- Lula disse que, diante da crise dos combustíveis, o Brasil seria um dos países com os menores preços de diesel e gasolina, reforçando o apoio à Petrobras.
- O presidente defendeu a exploração da Margem Equatorial pela Petrobras, afirmando que o Brasil tem responsabilidade ambiental sobre a Amazônia e que nenhum país cuida melhor da região.
- Sobre terras raras, Lula disse que o Brasil pode se associar a parceiros estrangeiros, inclusive os EUA, desde que a exploração ocorra no Brasil e com processamento e desenvolvimento tecnológico nacionais.
- Em Campinas (SP), durante a entrega de linhas de luz no CNPEM, Lula destacou a importância de mapear o potencial de minerais críticos com ciência e tecnologia, para reduzir dependência de métodos tradicionais de pesquisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o papel da Petrobras na política energética e destacou a abertura a parcerias internacionais, desde que haja valor agregado dentro do território brasileiro. A declaração ocorreu em Paulínia, interior de São Paulo, durante anúncio de investimentos da estatal no estado.
Lula afirmou que, diante da crise de combustíveis, o Brasil está entre os países com diesel e gasolina com os menores preços. O discurso ocorreu no meio do debate sobre preços, investimentos da Petrobras e segurança energética.
O presidente reforçou a defesa da exploração da Margem Equatorial pela Petrobras, destacando responsabilidade ambiental sobre a Amazônia e o cuidado do Brasil com a região. Ele disse que nenhum outro país cuida mais da área.
Terras raras e minerais críticos
Ao tratar de terras raras, Lula afirmou que o Brasil está aberto a acordos para exploração, desde que os projetos ocorram no território nacional e gerem valor para a economia. Em Campinas, durante a entrega de linhas de luz do Sirius, o chefe do Executivo reiterou a prioridade de desenvolvimento interno.
Lula acrescentou que o Brasil pode se associar a empresas e governos estrangeiros, inclusive aos EUA, mas não abre mão da soberania. Segundo ele, as terras raras pertencem ao país e devem ser processadas e agregadas de valor internamente.
Parcerias e equilíbrio estratégico
Ao comentar a disputa entre Estados Unidos e China, o presidente disse esperar que Trump reduza tensões com Xi Jinping e considere cooperação com o Brasil em minerais críticos. A ideia é manter neutralidade, sem favorecer parceiros específicos.
Durante o evento no CNPEM, Lula vinculou mineração de ativos estratégicos à capacidade científica brasileira. Ele destacou o Sirius, instalado em Campinas, como infraestrutura que amplia o mapeamento do potencial mineral e reduz a dependência de métodos tradicionais.
Ciência, tecnologia e desenvolvimento
O presidente ressaltou que o Brasil ainda conhece apenas parte do seu potencial e defendeu o uso de ciência e tecnologia para acelerar o mapeamento de recursos. As novas linhas de luz sincrotron ampliam estudos em saúde, energia, clima e nanotecnologia.
A fala evidencia uma estratégia de soberania sem fechar portas para investimentos estrangeiros. O objetivo é manter o controle sobre recursos naturais, ao mesmo tempo em que se buscam capital e tecnologia para fortalecer a indústria brasileira.
Entre na conversa da comunidade