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Lula defende petróleo na margem equatorial antes de Trump exigir área

Lula defende exploração na margem equatorial para evitar ocupação dos EUA; recursos ficariam com o Brasil e gerariam empregos

Vista aérea do Parque Nacional do Cabo Orange, na costa do Amapá; região abriga mangues e recifes de coral
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  • Lula defende a exploração de petróleo na margem equatorial do Brasil, afirmando que o país deve atuar antes que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “ache que é dele”.
  • O presidente citou declarações de Trump sobre possível ocupação de Canadá, Groenlândia, Golfo do México e Canal do Panamá, sugerindo que a margem equatorial também poderia ser dele.
  • A margem equatorial vai do Rio Grande do Norte ao Amapá, onde fica a bacia da Foz do Amazonas, considerada a mais promissora para o setor após descobertas na Guiana.
  • Lula ressaltou que, em caso de produção, os recursos seriam revertidos para o Brasil.
  • Em Paulínia, Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciaram investimentos de R$ 37 bilhões até 2030 em São Paulo, com foco em biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia, com estimativa de 38 mil empregos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a exploração de petróleo na margem equatorial do Brasil, afirmando que o país deve atuar antes que o presidente dos EUA, Donald Trump, ocupe a região. O comentário foi feito nesta segunda-feira, em Paulínia, interior de São Paulo. A fala ocorreu após Lula citar pressões norte-americanas sobre Canadá, Groenlândia, Golfo do México e Canal do Panamá.

Segundo o presidente, o Brasil tem responsabilidade com a Amazônia e com a geração de receitas nacionais, apontando que os recursos provenientes de uma eventual produção na margem equatorial ficariam no território brasileiro. A região vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e abriga a bacia da Foz do Amazonas, marcada por potenciais grandes reservas.

Lula destacou que a exploração, se ocorrer, seria feita com a maior responsabilidade possível, sem descartar o uso eficiente de uma riqueza presente a poucos quilômetros da costa. A fala integra a defesa de três pilares: soberania, proteção ambiental e ganhos à população.

A margem equatorial é vista como estratégica pela Petrobras para ampliar reservas, embora especialistas acreditem que a gestão de acidentes ambientais na área seria complexa, dada a sensibilidade ambiental local, com manguezais extensos e recifes de coral.

Detalhes da agenda e investimentos da Petrobras

Ao lado de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, Lula visitou a Replan, Refinaria de Paulínia, para anunciar investimentos da estatal em São Paulo. O montante envolve 37 bilhões de reais até 2030.

Os recursos previstos contemplam biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável, com expectativa de criar 38 mil empregos diretos e indiretos. A maior parte do aporte, cerca de 6 bilhões de reais, será destinada à Replan, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território nacional.

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