- Após a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo, Lula disse a aliados que pretende enviá-lo novamente no momento oportuno.
- Edilene Lopes informou que interlocutores de Davi Alcolumbre dizem que a insistência de Lula irrita o presidente do Senado.
- A leitura é de que Lula já perdeu força, principalmente por não emplacar Messias e pela dificuldade de atrair apoio para um eventual governo em Minas Gerais.
- Alcolumbre estaria articulando uma cadeira no Tribunal de Contas da União para Rodrigo Pacheco, atrelando-a a uma eventual saída de Bruno Dantas.
- Obstáculo regimental aponta que, na legislatura atual, não pode haver nova apreciação de indicação já rejeitada, o que dificulta nova votação de Messias neste ano.
Após a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o STF, o presidente Lula afirmou ao advogado-geral da União que pretende reenviar o nome quando julgar oportuno. A informação é apurada pela analista de política Edilene Lopes.
Interlocutores de Davi Alcolumbre apontam que a insistência de Lula aumenta a tensão com o senador. Segundo a analista, a leitura é de que Lula já perdeu influência por não emplacar o indicado e por não ter consolidado apoio para uma frente ampla em Minas Gerais.
A análise também aponta que Lula e Geraldo Alckmin não conseguiram convencer Rodrigo Pacheco a disputar o governo de Minas. O senador, que é presidente do Senado, nega a tentativa e mantém o foco em outros cargos da relação entre as pautas partidárias.
A possibilidade de uma nova indicação de Messias depende de mudanças no regimento do Senado. Há atraso na pauta, já que o Ato da Mesa de 2010 proíbe a apreciação de indicação rejeitada na mesma legislatura, que se encerra com a posse da nova composição em fevereiro.
Obstáculo regimental
Especialistas ressaltam que, para uma nova votação ainda nesta legislatura, seria necessária a alteração do ato da mesa. Sem acordo entre acordo entre Alcolumbre e o PT, a chance de reavaliação permanece improvável neste momento.
O cenário indica que a próxima legislatura tende a favorecer visões mais à direita na Casa. A possibilidade de nova estratégia para Messias depende de alianças que ainda não se consolidaram entre as lideranças.
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