- 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, 22% são contrários e 7% não souberam ou não responderam; números caíram desde dezembro de 2025, quando eram 72% e 24%, respectivamente.
- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%; encomendou Genial Investimentos.
- Entre os eleitores, o apoio varia: 76% entre lulistas, 88% entre esquerda não lulista, 70% entre independentes, 55% entre direita não bolsonarista e 44% entre bolsonaristas (contra 42%).
- A Câmara dos Deputados planeja votar a PEC sobre o fim da escala 6×1 nos dias 26 e 27 de maio, com acordo para acelerar a tramitação do projeto apresentado pelo governo.
- Sobre compensação às empresas, o ministro Luiz Marinho rejeita compensação tributária; o relator Léo Prates tenta costurar texto que contemple trabalhadores e empregadores durante a tramitação.
A Genial/Quaest apresenta, nesta segunda-feira (18), que 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, e 22% são contrários. Outros 7% não souberam ou não responderam. O levantamento mostra leve queda em relação a dezembro de 2025, quando 72% apoiavam a medida.
Foram ouvidas 2.004 pessoas em todo o país entre 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.
Entre eleitores lulistas, 76% apoiam o fim da escala 6×1, 17% são contrários. Entre eleitores da esquerda não lulista, o apoio chega a 88% (7% contrários). Entre independentes, 70% apoiam; 16% são contrários. Entre direita não bolsonarista, 55% são favoráveis e 37% contrários.
Câmara deve votar PEC neste mês
O presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende levar a matéria à votação nos dias 26 e 27 de maio. O governo trabalha para acelerar a tramitação da proposta, que pode ser analisada junto com a PEC ou após o texto constitucional.
O acordo foi assegurado em reunião entre Motta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a cúpula da Câmara. O objetivo é adaptar a legislação trabalhista às mudanças previstas na Constituição, conforme declaração de Motta.
A proposta governista, apresentada em 14 de abril, prevê regras para saúde, segurança e petróleo. A PEC levará adiante pontos centrais, como redução da jornada de 44 para 40 horas, dois dias de descanso e preservação de salários.
Paulinho da Força afirmou, em seminário em São Paulo, que o Senado deverá levar o tema ao plenário na semana seguinte à eventual aprovação pela Câmara. Se confirmado, a tramitação tende a se encerra até meados de junho.
Compensação às empresas
Durante o evento, Paulinho comentou a possibilidade de compensação financeira para empresas durante a tramitação. O ministro Luiz Marinho, porém, rejeitou incentivos fiscais ou compensação tributária pela redução da jornada.
O relator da PEC, Léo Prates, disse manter diálogo com sindicatos patronais para ajustar um texto que contemple trabalhadores e empregadores, buscando equilíbrio entre as demandas.
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