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Marcha dos Prefeitos começa em Brasília com clima de mal-estar com Lula

Marcha dos Prefeitos em Brasília inicia sob mal‑estar com Lula, enquanto sabatina de pré-candidatos ganha relevância

Presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, teceu críticas a projetos do Executivo - (crédito: Divulgação)
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  • Começou a 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, com o tema “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”, que vai até quinta-feira, 21 de maio.
  • A edição traz uma sabatina dos pré-candidatos à Presidência: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos; Lula não deve comparecer à abertura, gerando mal-estar entre prefeitos.
  • A abertura oficial está prevista para amanhã, mas ainda não houve confirmação formal da participação de Lula; ele deve estar em São Paulo para cerimônia de abertura de outro evento.
  • O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, criticou pautas enviadas pelo Executivo, destacando o piso dos professores e o impacto no Fundeb, estimando 8,5 bilhões de reais neste ano.
  • Ziulkoski também afirmou que a redução da jornada de trabalho e a PEC da segurança pública podem agravar as dificuldades financeiras dos municípios, especialmente os de pequeno e médio porte.

A 27ª Marcha dos Prefeitos começou nesta segunda-feira (18/5) em Brasília, com o tema “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”. O evento segue até quinta (21) e inclui a peregrinação aos gabinetes no Congresso. Lula não deve comparecer à abertura, gerando mal-estar entre prefeitos, segundo o Correio.

A programação oficial começa na terça (19), com presenças confirmadas de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara. A ausência de Lula também era esperada para a abertura.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a Marcha foca nas necessidades da sociedade, não nos gestores. Críticas foram feitas a pautas do Executivo consideradas “bombas”, como a MP que ajusta o piso salarial dos professores e afeta recursos do Fundeb.

Ziulkoski destacou o peso do piso do magistério, que, neste ano, compromete 8,5 bilhões de reais. A CNM não vê confirmação de como será o comportamento do Fundeb com o reajuste, uma vez que 88% dos recursos são destinados ao pagamento do piso.

Ele também apontou atrasos no pagamento de emendas e citou propostas como a redução da jornada de trabalho e a PEC da segurança pública como potenciais dificuldades para os municípios, especialmente os de pequeno e médio porte.

Segundo o presidente, a redução da jornada pode gerar um impacto de 48 bilhões de reais aos municípios, afetando servidores concursados e a iniciativa privada. Emendas propostas têm enfrentado resistência entre parlamentares.

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