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Ministro diz que taxa das blusinhas foi erro e Flávio-Master entra na campanha

Guimarães afirma que a 'taxa das blusinhas' foi erro e que o caso Banco Master pautará a campanha do PT, envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, discursa ao tomar posse, em Brasília
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  • O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), disse que a “taxa das blusinhas” foi erro do governo e que o escândalo do Banco Master ficará na pauta do PT na campanha, ligando Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
  • Guimarães afirmou que a imagem de Flávio como moderno e ético ruíu, citando o áudio em que o ex-banqueiro Vorcaro é pressionado por dinheiro para um filme sobre Jair Bolsonaro, com valor total estimado em 134 milhões, dos quais 61 milhões já foram pagos.
  • A Câmara assinou uma Medida Provisória que zerou a cobrança federal da taxa, com o governo defendendo mérito e não querendo que críticas de origem do Congresso sejam creditadas ao Planalto.
  • Sobre o Congresso, Guimarães disse que falta estratégia política para casos como a CPMI do INSS, mas que a situação está voltando à normalidade, mesmo após a derrota de Lula no Senado na indicação de Jorge Messias para o STF.
  • Até então Flávio Bolsonaro negava contatos com Vorcaro até a divulgação de áudio; o ministro ressaltou a necessidade de um devido processo e afirmou que não se pode sustentar uma candidatura com mentiras.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que a polêmica conhecida como taxa das blusinhas foi um erro do governo. Ele também disse que o escândalo envolvendo o Banco Master entrará na pauta da campanha presidencial, com as novas informações sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Guimarães disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que o país precisa de esclarecimento e que o eleitor vai observar o caráter dos candidatos. Ele afirmou que a imagem de Flávio, apresentado como moderno e ético, ficou fragilizada diante das evidências sobre a relação com Vorcaro.

O ministro lembrou que Flávio negava qualquer contato com Vorcaro até o surgimento de um áudio em que o ex-banqueiro aparece recebendo pedidos de dinheiro para um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo Guimarães, esse episódio expõe falhas de comunicação entre governo e Congresso.

Apesar disso, Guimarães afirmou que o governo não se apressou para derrubar a cobrança federal da taxa. A Medida Provisória que zerou o tributo em compras internacionais até US$ 50 foi assinada recentemente, segundo o Planalto.

No uso de mensagens reveladas pelo Intercept Brasil, surgiram relatos de que Flávio pediu recursos para financiar o filme Dark Horse, que abordaria a vida de Jair Bolsonaro. O montante total do acordo inicial alcançaria 134 milhões de reais, com 61 milhões já pagos à produção.

Guimarães tomou posse em abril, após ser indicado por Lula para chefiar a Secretaria de Relações Institucionais. Ele substituiu Gleisi Hoffmann, que deixou o cargo para disputar o Senado no Paraná, e disse que o governo precisa manter diálogo com o Congresso.

A respeito do escândalo envolvendo o Master, o ministro afirmou que a crise no Congresso não pode recair sobre o governo. Ele citou que o foco deve ser o mérito das propostas e que a transparência é essencial para evitar que acusações injustas recaiam sobre a gestão.

Guimarães avaliou ainda que a situação está voltando à normalidade, apesar de derrotas recentes de Lula no Senado, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF. Ele afirmou que o país deve seguir com responsabilidade institucional.

Sobre o fim da taxa, o ministro reforçou que não houve motivação eleitoral na iniciativa, apenas a necessidade de corrigir falhas. Guimarães afirmou que a administração reconhece o erro e que o tema foi resolvido para não influenciar campanhas futuras.

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