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MP denuncia dono da Ultrafarma por crime organizado e pede tornozeleira

MP denuncia dono da Ultrafarma por organização criminosa; requer medidas cautelares alternativas, como tornozeleira, comparecimento mensal e apreensão do passaporte

Sidney Oliveira, executivo da Ultrafarma
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  • O Ministério Público de São Paulo denunciou o dono da Ultrafarma, Aparecido Sidney Oliveira, por organização criminosa no caso de suposto esquema de propinas na Fazenda.
  • Ao todo, o MP acusa 11 investigados e solicita a prisão de seis deles; Oliveira não teve prisão preventiva requerida, apenas medidas cautelares alternativas.
  • Entre as medidas, os promotores pedem comparecimento mensal em juízo, proibição de saída da comarca por mais de cinco dias sem autorização, uso de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte.
  • A denúncia afirma que Sidney tomava decisões estratégicas na empresa, aprovava valores de propina e manteria contato com o auditor Artur Gomes da Silva Neto, apontado como articulador do esquema.
  • O MP cita conversas e mensagens coletadas em celulares; dizem ainda que a propina era recebida na sede da Ultrafarma, com Jane responsável por entregar dinheiro em espécie aos auditores, e que a organização seria dividida em quatro núcleos.

O Ministério Público de São Paulo denunciou o dono da Ultrafarma, Aparecido Sidney Oliveira, por organização criminosa, no caso que apura suposto esquema de propinas na Secretaria da Fazenda e Planejamento. A acusação envolve 11 investigados, com pedido de prisão de seis.

O MP informou que Oliveira participava de decisões estratégicas da empresa no esquema e aprovava valores de propina. Ele mantinha contato direto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como articulador do grupo. Conversas e mensagens de celulares sustentam a denúncia.

A organização criminosa seria dividida em quatro núcleos: público, técnico-operacional, financeiro e lavagem de capitais/empresarial, com funções distintas para viabilizar o ressarcimento. O auditor Artur Gomes está preso desde agosto do ano passado. A Smart Tax seria uma empresa de fachada usada como central financeira, em nome de Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur, citada como laranja do esquema.

Estrutura do esquema

Segundo o MP, a propina era repassada principalmente na sede da Ultrafarma, com a participação de uma funcionária identificada apenas como Jane para entregar o dinheiro em espécie aos auditores.

Envolvidos e medidas cautelares

O inquérito aponta salto patrimonial envolvendo a empresa, que seria usada para movimentar os recursos. A denúncia solicita medidas cautelares alternativas, como comparecimento mensal em juízo e proibição de deixar a comarca sem autorização, além de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte.

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