- O Tribunal Superior Eleitoral lançou, no dia 5 de maio, a “Campanha Representatividade” para estimular a participação de mulheres, negras e indígenas, mas não mencionou pessoas com deficiência.
- Após críticas, o TSE afirmou que pessoas com deficiência estão em diversos materiais e que houve uma campanha institucional exclusiva sobre acessibilidade em outubro de 2025.
- A senadora Mara Gabrilli encaminhou um ofício ao TSE solicitando explicações sobre a ausência das pessoas com deficiência na campanha, sem resposta divulgada até o momento.
- Especialistas em comunicação destacam a necessidade de ampliar a inclusão de pessoas com deficiência em ações de diversidade, não as isolando em temáticas próprias.
- A defesa da senadora enfatiza que a deficiência atravessa todas as camadas da sociedade e que inclusão política não pode ocorrer sem a participação desse grupo em campanhas nacionais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou neste mês a Campanha Representatividade, com foco em mulheres, negros e indígenas. A ação ocorreu após críticas sobre a ausência de pessoas com deficiência na peça. O governo afirma que há ações separadas voltadas a esse grupo.
O TSE explicou que, além da campanha institucional lançada em outubro de 2025 para pessoas com deficiência, há materiais em que esse público aparece de forma transversal. A instituição sustenta estar comprometida com a acessibilidade e o protagonismo das pessoas com deficiência.
Críticas surgiram após a divulgação de 5 de maio. Parlamentares apontam a exclusão de pessoas com deficiência da campanha principal e questionam a representatividade de um conjunto que inclui diversos grupos historicamente sub-representados.
Reações e posicionamentos
A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) enviou um ofício ao TSE na quarta-feira, 13, pedindo explicações sobre a ausência. A assessoria da parlamentar informou que ainda não houve resposta do tribunal.
Gabrilli afirma que excluir pessoas com deficiência de uma campanha de representatividade é inadequado. Ela ressalta que a deficiência atravessa toda a sociedade e que as barreiras vão além do capacitismo, incluindo mobilidade e acesso a eleições.
A senadora reconhece o valor da campanha de acessibilidade promovida no ano passado pelo TSE. No entanto, sustenta que a inclusão política não é completa sem a participação de pessoas com deficiência em campanhas nacionais.
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