- A Polícia Federal questionou relatos sobre os negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito do INSS, e marcou o depoimento da empresária Roberta Luchsinger para o dia 20.
- A investigação busca apurar se houve pagamento do Careca do INSS a Lulinha e qual foi a relação dele com esse intermediário.
- A PF transferiu o inquérito da divisão de crimes previdenciários para a Coordenação-Geral de Repressão a Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, mantendo a equipe e a continuidade das diligências.
- A defesa de Lulinha afirma que não há elementos de prova contra ele e que ele está à disposição para esclarecimentos; critica a troca de delegado como deslocada e sem relação com os fatos.
- Roberta Luchsinger deve ser questionada sobre a eventual ligação de Lulinha com o Careca do INSS para negócios na cannabis medicinal e recebimento de pagamentos; o Careca contratou Roberta para atuar como lobista.
A Polícia Federal avança na apuração de negócios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Investigadores já perguntaram sobre a relação dele com o Careca do INSS e marcaram o depoimento de Roberta Luchsinger, amiga dele, para a próxima semana. O inquérito tramita no âmbito da PF e envolve possíveis pagamentos ligados a intermediações com o INSS.
A defesa de Lulinha afirma que não há elementos de prova contra ele e que já está à disposição para esclarecer os fatos. O advogado sustenta que o que ocorreu tem dimensão eleitoral e que o comportamento do filho do presidente é distinto do de outros políticos. Não houve manifestação oficial da defesa de Roberta.
A PF decidiu transferir o inquérito do setor de desvios no INSS para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. A mudança, ocorrida no início deste mês, visou ampliar a estrutura de investigação sem abandonar a equipe já existente.
Antes da troca de coordenador, o delegado responsável acompanhava depoimentos e participava de negociações de acordos de colaboração. A nova estrutura, o CINQ/CGRC/DICOR/PF, trabalha com tramitação prevista perante o STF e mantém boa parte da equipe de campo.
Entre os pontos em apuração estão as circunstâncias de uma viagem de Lulinha a Portugal, financiada pelo Careca do INSS. A defesa de Lulinha disse que a viagem ocorreu para prospectar negócios na área de cannabis medicinal, mas não houve contrato com o empresário.
Roberta Luchsinger deverá ser ouvida sobre eventual participação de Lulinha em negócios com o Careca do INSS e recebimentos ligados a tais negócios. Ela foi contratada pelo Careca para atuar como lobista na área, recebendo cerca de R$ 1,5 milhão pelos serviços, segundo investigações anteriores. A PF analisa também quebras de sigilo bancário e telemático para esclarecer movimentações financeiras.
As informações disponíveis indicam que parte do dinheiro pode ter servido como apoio financeiro a Lulinha, segundo relatos de um ex-funcionário do Careca do INSS. Até o momento, não há confirmação sobre pagamentos diretos a Lulinha pelas movimentações investigadas.
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