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Prestadores de cuidados domiciliares em NY perto de greve de fome por salários injustos

Nova greve de fome de cuidadores domiciliares de Nova York pressiona o Conselho Municipal a votar a Lei No More 24, que divide a jornada de 24 horas em 12

Home care workers rally at New York’s city hall on 15 May 2026.
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  • Trabalhadores de cuidados domiciliares de Nova York iniciaram novo jejum para pressionar o conselho a votar o No More 24 Act, que busca acabar com turnos de 24 horas pagos apenas por 13 horas.
  • A proposta prevê dividir turnos noturnos em dois de 12 horas e limitar a jornada semanal a 56 horas, com multas para agências que retirem trabalhadores por recusarem 24 horas.
  • O movimento Ain’t I a Woman?!, formado por cuidadores imigrantes e mulheres de cor, atua há anos com jejum, ações legais e pressão política.
  • O projeto tem 16 de 26 apoiadores no conselho e enfrenta oposição de entidades que argumentam que dividir turnos aumentaria a demanda por trabalhadores.
  • Há pressão do governo estadual para bloquear a medida, o prefeito não tem se mostrado presente, e as trabalhadoras prometem novo jejum enquanto aguardam votação.

Um grupo de trabalhadores de cuidado domiciliar de Nova York planeja realizar um novo jejum de protesto na linha de frente da Câmara Municipal. A mobilização ocorre após a tentativa de votar o No More 24 Act, lei que visa abolir a prática de turnos de 24 horas com pagamento apenas referente a 13, e 56 horas semanais máximas. O movimento argumenta que a prática viola direitos trabalhistas e afeta a saúde pública.

Na semana passada, a coalizão Ain’t I a Woman?! informou que a votação não saiu como esperado. O grupo mantém a pressão para que o legislativo vote o projeto, que já tramita desde 2022, com o objetivo de dividir as jornadas noturnas em dois turnos de 12 horas e punir empresas que desrespeitarem a norma.

O No More 24 Act ainda tem apenas 16 coautores na câmara municipal, aquém dos 26 necessários para aprovação. A proposta enfrenta resistência de entidades como a Legal Aid Society e o Center for Independence of the Disabled New York, que apontam dificuldades de mão de obra para atender as casas.

Desde 2015, trabalhadores de cuidado domiciliar, em sua maioria imigrantes e mulheres de cor, têm recorrido a jejum, ações judiciais e lobby para aumentar salários e ampliar proteções. Hoje, o setor é um dos que mais cresce na economia dos EUA, impulsionado pelo envelhecimento da população.

Apoios apontam que a mudança ajudaria a reduzir o desgaste físico e emocional dos cuidadores. Segundo representantes, muitos cuidadores deixam de dormir adequadamente para acompanhar pacientes com necessidades 24 horas por dia.

Grupos de defesa ressaltam que a prática atual resulta em pagamentos abaixo do considerado justo, com horas não remuneradas classificadas como tempo de sono ou refeição. A defesa também cita casos de suspeita de pagamentos retroativos mal aplicados.

As organizações afirmam que a pressão pública pode ampliar o apoio político para votar o projeto. Por dentro do governo, a governadora e o prefeito mantêm posições diferentes sobre o tema e sobre a possibilidade de novas condições de financiamento.

O movimento planeja retomar o protesto com novas ações caso a votação não ocorra. Trabalhadores afirmam que a luta continua para assegurar condições de trabalho dignas, sem comprometer a saúde dos profissionais ou a segurança dos pacientes.

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