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Quem é o ‘Trump do Peru’, que alega fraude e tenta anular eleição

Candidato de direita afirma fraude eleitoral e tenta anular o resultado, clamando perícia internacional e eleições complementares

O candidato de direita Rafael López Aliaga, em protesto em Lima na semana passada (Foto: John Reyes Mejía/EFE)
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  • O candidato de direita Rafael López Aliaga, que ficou fora do segundo turno por 21 mil votos, disse que buscará na Justiça a anulação da eleição presidencial peruana.
  • Segundo ele, houve golpe de Estado e fraude eleitoral, citando o Onpe (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) e o JNE (Jurado Nacional de Eleições) como cúmplices.
  • Os resultados oficiais foram divulgados após atrasos que levaram à renúncia e prisão de membros do Onpe, além de uma auditoria pedida pelo JNE para revisar sistemas digitais usados na eleição.
  • López Aliaga já havia questionado a apuração, chegou a oferecer recompensa por provas de fraude e solicitou uma perícia internacional nos processos eleitorais.
  • O pleito definiu Fujimori e Sánchez no segundo turno, marcado para 7 de junho; López Aliaga já propôs eleições complementares, mas o pedido foi negado pelo JNE.

Rafael López Aliaga, candidato de direita do Peru, disse no fim de semana que buscará na Justiça a anulação do resultado da eleição presidencial, que colocou Keiko Fujimori e Roberto Sánchez no segundo turno marcado para 7 de junho. Ele afirma que houve golpe de Estado e fraude eleitoral, citando o Onpe e o JNE como cúmplices.

Segundo dados oficiais do Onpe, Fujimori e Sánchez lideraram o primeiro turno, realizado em 12 e 13 de abril, mas a divulgação das contagens ocorreu apenas recentemente. A apuração foi atrasada por denúncias de fraude, renúncias e prisões de membros do órgão eleitoral, bem como pela recontagem de atas e auditoria de sistemas digitais.

López Aliaga, empresário de 65 anos e prefeito de Lima até 2025, ressaltou que impugnaría o resultado. Ele compara o processo a um golpe contra a vontade popular e questiona a integridade do pleito. O candidato já havia criticado a condução das eleições desde o início da apuração.

A defesa de López Aliaga envolve reivindicações sobre falhas logísticas que teriam reduzido a participação em áreas de Lima, onde ele afirmava ter vantagem. Ele também propôs eleições complementares para contemplar votantes que não puderam votar, pedido que foi negado pelo JNE.

Além disso, López Aliaga solicitou uma perícia internacional nos processos eleitorais do Peru, argumentando que a auditoria anunciada pelo JNE seria insuficiente. Em entrevista à CNN em espanhol, ele classificou as acusações de fraude como crime com potencial de pena superior a 20 anos.

O discurso do candidato inclui críticas à suposta concentração de votos na série 900 mil, com alegações de discrepâncias entre votação noturna e contabilização seguinte. A denúncia enfatiza a necessidade de escrutínio independente para esclarecer tais divergências.

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