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Senado pode barrar nova análise da indicação de Messias ao STF em 2026

Norma de 2010 pode impedir nova análise da indicação de Messias ao STF em 2026; entendimento depende da interpretação da Mesa do Senado

Advogado-geral da União, Jorge Messias, concede entrevista após o Senado rejeitar sua indicação para vaga no STF — Foto: Ton Molina/Agência Senado
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  • Uma norma de 2010 do Senado pode impedir nova análise da indicação de Jorge Messias ao STF, já que veda a apreciação de indicação rejeitada no mesmo período legislativo.
  • Técnicos internos dizem que a interpretação final cabe à Secretaria-Geral da Mesa do Senado, o que pode definir se a indicação será tratada como repetição ou nova nomeação.
  • O Senado puniu Messias em abril, barrando a indicação por 42 votos a 34, em derrota histórica para o governo.
  • O Planalto avalia reenviar o nome de Messias para sabatina, dependendo de acordo com a presidência do Senado, para possível apreciação ainda nesta legislatura.
  • Como precedente, há a votação dupla que ocorreu em 2005 para Alexandre de Moraes, no CNJ, caso a Casa interprete a situação como nova indicação.

A norma do Senado publicada em 2010 pode impedir uma nova indicação do ministro Jorge Messias, atual AGU, ao STF. Mesmo assim, técnicos da Casa apontam que outras interpretações podem permitir a nomeação. Lula sinalizou aos interlocutores do Planalto a possibilidade de reenviar o nome.

O ato regulador veda a apreciação na mesma sessão legislativa de indicação rejeitada pelo Senado. O texto segue vigente e pode dificultar deliberações sobre o tema neste ano. A decisão final depende da interpretação da Secretaria-Geral da Mesa.

Quem define a leitura do dispositivo é a Secretaria-Geral da Mesa, vinculada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O cerne é caracterizar se Messias seria uma repetição ou uma nova indicação, com envio de nova mensagem presidencial.

O Senado barrou a indicacão de Messias por 42 votos a 34 no mês passado, em derrota inédita para Lula desde 1894. A AGU precisava de ao menos 41 votos para aprovação.

Analistas lembram precedentes: em 2005, o Senado rejeitou Moraes duas vezes para o CNJ, e houve uma reabertura de votação após questionamento sobre o registro de votos. Casos assim mostram a possibilidade de reversões em etapas.

A nova sabatina não deve ocorrer antes das eleições. Acesso à discussão teria ocorrido apenas após o pleito, segundo accords entre Alcolumbre e a oposição na época.

Perspectivas e próximos passos

Caso o Planalto insista, o Senado pode pautar a questão, dependendo da leitura do dispositivo. Interlocutores ressaltam que a relação entre o Planalto e Alcolumbre é determinante para viabilizar uma sabatina neste exercício legislativo.

A análise envolve ainda o envio de nova mensagem pelo presidente da República, o que pode influenciar a posição de apoiadores e da oposição. O tema segue sem confirmação de novos passos oficiais.

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