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Tarcísio: fim da escala 6×1 exige equilíbrio entre trabalhador e empregador

Fim da escala 6x1 pode aumentar encargos para empresas e gerar mais informalidade se não houver equilíbrio com trabalhadores

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante abertura da 4ª APAS Show — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que qualquer mudança na jornada de trabalho, como o fim da escala 6×1, deve considerar impactos sobre as empresas para não prejudicar os trabalhadores.
  • Ele falou durante a abertura da APAS Show, dizendo que não adianta cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador e questionando a Desoneração do empregador.
  • A proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais com o fim da escala 6×1 avança no Congresso e é uma das bandeiras do governo Lula.
  • Tarcísio alerta que mudanças mal calibradas podem reduzir renda ou aumentar a informalidade, já que trabalhadores podem buscar bicos para compensar a perda de poder de compra.
  • O governador comentou que o setor supermercadista já adota escalas 5×2 em muitos casos, mantendo a carga horária e, assim, a renda e a formalidade.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta segunda-feira 18, na APAS Show, que mudanças na jornada de trabalho devem considerar impactos sobre as empresas para não prejudicar o trabalhador. O foco foi o possível fim da escala 6×1 e a redução de 44 para 40 horas semanais.

Ele afirmou que não adianta cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador, e que alterações mal calibradas podem reduzir renda ou aumentar a informalidade. Segundo o governador, quem perde poder de compra tende a buscar bicos para compensar.

Tarcísio alertou que a redução de jornada pode gerar compensação com atividades informais, o que ele classifica como preocupação central. Em sua visão, algumas empresas já adotam 5×2, mantendo carga horária, o que manteria renda e formalidade.

Debate sem pressa

Para o governador, o tema não pode ser discutido de forma apressada, para evitar maiores encargos e o aumento de custos para empresas que geram empregos.

Ele destacou que o setor supermercadista paulista já atua com escalas menores em muitos casos, preservando renda e proteção social. O argumento é evitar o caminho da informalidade.

Além disso, afirmou que trabalhadores e empregadores integram o mesmo sistema e que custos de encargos devem ser considerados ao discutir a redução de jornada. O objetivo é evitar impactos negativos na renda.

Representantes do varejo e da indústria presentes na APAS também expressaram preocupação com custos e contratação de mão de obra diante de mudanças na jornada.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, presente no evento, disse que a discussão já alcançou o cotidiano dos trabalhadores, citando relatos de funcionárias sobre conciliar trabalho e vida pessoal.

Para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o tema precisa amadurecer, com timing e momento adequados. Ele destacou que mudanças podem afetar contratos públicos e concessões, em razão da complexidade jurídica.

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