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Trump tem menor aprovação no 2º mandato em meio à guerra com Irã, aponta NYT/Siena

Nova pesquisa NYT/Siena mostra aprovação de Trump em 37%, menor no segundo mandato, com maioria considerando a guerra contra o Irã um erro e impactos econômicos

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa no gramado sul da Casa Branca antes de embarcar no helicóptero Marine One em Washington
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  • Aprovação de Donald Trump ficou em 37%, o menor nível do seu segundo mandato, segundo NYT/Siena.
  • Cerca de dois terços dos eleitores dizem que a entrada dos EUA na guerra contra o Irã foi um erro, incluindo quase três quartos dos independentes.
  • Desempenho de Trump é desaprovado por 69% dos independentes; 64% desaprovam a gestão econômica, outro ponto de fragilidade para o governo.
  • No cenário eleitoral, democratas teriam vantagem de 50% a 39% sobre republicanos em vagas na Câmara; independentes indicam vantagem democrata de 18 pontos.
  • Economia preocupa: gasolina acima de US$ 4,50 por galão e queda na confiança do consumidor; aprovação em temas econômicos cai entre aliados e adversários.

Aprovação de Donald Trump cai para 37%, o menor nível do seu segundo mandato, segundo a pesquisa NYT/Siena divulgada nesta segunda-feira (18). O levantamento mostra que a maioria dos americanos considera errada a decisão de entrar em guerra com o Irã em fevereiro, devido aos custos do conflito.

A taxa de apoio ao presidente republicano recua em meio à impopularidade do conflito no Oriente Médio. Quase dois terços dos entrevistados avaliam a entrada dos EUA na guerra como um erro, incluindo cerca de 75% dos eleitores independentes, grupo crucial politicamente.

A sondagem também aponta que menos de um quarto acredita que o conflito compensou os custos. O estudo ocorre próximo às eleições de meio de mandato e em meio a preocupações com a condução econômica pelo governo.

Entre os republicanos, o desempenho de Trump permanece estável, com apoio à condução da guerra. Entre os demais eleitores, há ceticismo generalizado em relação à economia e ao custo de vida sob a gestão do presidente.

A pesquisa destaca que 64% desaprovam a gestão econômica de Trump, além de rejeições recorrentes sobre custo de vida e o manejo do conflito com o Irã. Independentes são o grupo mais insatisfeito, com 69% de desaprovação.

Entre independentes, 47% dizem que as políticas de Trump os prejudicaram, ante 41% na leitura anterior, em janeiro. A percepção de que as políticas prejudicam o bolso também cresce no conjunto de eleitores.

No conjunto dos entrevistados, 44% afirmam ter sido prejudicados politicamente pelas políticas de Trump, frente a 36% registrado no ano anterior. A likeação entre Democratas e Republicanos antecipa uma disputa legislativa acirrada.

Entre republicanos, o apoio à continuidade da guerra aumenta entre 70% e 73% conforme o cenário, com a expectativa de que a ação militar até seja necessária para conter o programa nuclear iraniano. Nos democratas, o saldo é de maior ceticismo.

No pleito hipotético de eleições legislativas, 50% indicam voto no candidato democrata, contra 39% no republicano, revelando vantagem democrata entre independentes, de 18 pontos, com 16% sem definição partidária.

Em relação à economia, 52% dos eleitores acreditam que Trump não deveria retomar ações militares contra o Irã sem um acordo, e 63% defendem que o presidente não utilize força sem aprovação do Congresso, incluindo 27% dos republicanos.

A pesquisa também evidencia que o preço da gasolina subiu acima de US$ 4,50 por galão desde o início dos ataques ao Irã, impactando a percepção sobre a economia. A confiança do consumidor e a inflação mostram deterioração.

O apoio à agenda econômica de Trump cai entre republicanos, com metade avaliando a economia como razoável ou ruim. Ao todo, apenas 28% aprovam a forma como ele lida com o custo de vida, ainda que a aprovação entre os republicanos seja maior.

Como reflexo da queda, o tema migratório continua como ativo político para Trump, com aprovação estável em 41%. A pesquisa também aponta avaliação negativa entre democratas sobre o desempenho de seu próprio partido.

Isso ocorre em meio a disputas para redesenho de distritos e ganhos partidários potenciais no mapa da Câmara. As eleições de meio de mandato prometem ser intensas, com polarização acentuada entre as alas políticas.

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