- Massie disputa a indicação da Republican Party de Kentucky contra Ed Gallrein, com Trump apoiando o adversário.
- Trump atacou Massie e aliados, como Boebert e Rand Paul, em tom duro e ameaçou abrir mão de apoiá-los.
- Massie votou contra pacote de gastos e apoiou revogar tarifas com o Canadá; também uniu-se a democratas para exigir documentos do Ministério da Justiça sobre Jeffrey Epstein.
- A eleição no estado é a mais cara da história da Câmara, com mais de $32m em gastos, financiados por bilionários e grupos pró-Israel.
- O resultado pode indicar se Trump ainda comanda o partido; vitória de Massie mostraria que é possível desafiar o presidente e vencer.
Thomas Massie enfrenta desafio de campanha em Kentucky diante de ataques de Trump
Massie, deputado republicano da Câmara, concorre na primary de Kentucky contra Ed Gallrein, apoiado por Donald Trump. O embate ganhou proporções nacionais após críticas públicas do ex-presidente aos aliados de Massie durante o fim de semana.
A luta acontece na 4ª região congressional de Kentucky, que abrange áreas entre Louisville, Cincinnati e as encostas da Appalache. Massie tem votações históricas que divergiram de prioridades de Trump, gerando tensões dentro do partido.
Massie criticou posições do governo em temas como gastos, tarifas a Canadá e combate a atividades ilegais no Caribe, além de ter apoio bipartidário para liberar arquivos sobre Jeffrey Epstein. Em resposta, Trump abriu linha direta de desentendimento com o congressista.
Trump afirmou, em mensagens públicas, que Boebert é inadequada para seu discurso e que pode retirar o apoio a ela caso haja novo desafio. Em estágio anterior, o presidente já havia declarado que Massie é opositor obstinado aos objetivos de sua agenda.
A disputa também envolve outras figuras do espectro conservador que já se posicionaram a favor de Massie, incluindo Rand Paul e Lauren Boebert, além de apoiadores de fora do estado. O grupo busca ampliar o impacto do caso como teste de autonomia dentro da legenda.
O pleito tem atraído atenção por ser uma das campanhas mais caras da história de um primário da Câmara. Mais de 32 milhões de dólares foram investidos por campanhas, com dinheiro de grandes doadores, incluindo nomes ligados ao setor financeiro e a grupos pró-Israel.
O desenrolar pode redefinir o poder de Trump dentro do partido caso Massie perca, sinalizando que dissidência interna ainda é viável. Se Massie vencer, poderá inspirar outros republicanos a enfrentar o presidente sem medo de represálias.
Analistas apontam que o eleitorado de Massie, mais instruído e de áreas urbanizadas na região de Louisville e Cincinnati, pode favorecer um republicano que encare o alinhamento com Trump. A avaliação depende de pesquisas ainda não consolidadas.
Massie sustenta que sua atuação busca equilibrar prioridades nacionais com interesses locais, argumentando que o partido é composto por diferentes segmentos que defendem princípios diversos. A campanha aposta em resistir às pressões externas e manter posição.
As eleições ocorrem na terça-feira, quando o resultado pode indicar se o apoio a Trump continua dominante no estado ou se há espaço para dissidência interna. O desfecho pode influenciar estratégias de outros congressistas republicanos.
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