- A pesquisa AtlasIntel, divulgada recentemente, é a primeira a medir o efeito de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, e aponta vantagem de Lula sobre Flávio.
- Lula aparece com 48,9% vs 41,8% de Flávio na rodada mais recente, ante 47,9% para os dois no empate anterior; indecisos sobem de 4,7% para 9,3%.
- O grupo de eleitores de Flávio que ainda não se decidiu ficou maior, e houve pouca migração de Flávio para Lula.
- Renan Santos cresce para 6,9% e fica em terceiro lugar, à frente de Romeu Zema (5,2%), com a direita menos conservadora criando opção crítica à vista.
- O áudio sobre o Master reforça a percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro, enquanto a narrativa permanece de alta volatilidade, com Flávio buscando reverter o desgaste nos próximos meses.
A pesquisa AtlasIntel, divulgada ontem, apura o impacto de mensagens vazadas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento aponta perda de vantagem do senador frente a Lula, com Lula abrindo vantagem de 48,9% a 41,8% no cenário de segundo turno. Indecisos sobem de 4,7% para 9,3%.
Desde o início da pré-candidatura, Flávio precisou mirar três perfis de eleitores: centro, independentes e direita sem vínculos com o bolsonarismo. O conteúdo vazado sobre cobrança de contribuição para o filme da família Bolsonaro atingiu especialmente a chamada direita limpinha, grupo que o atual senador buscava manter próximo.
Romeu Zema movimentou-se para atrair parte do eleitorado bolsonarista e passou a atacar o Supremo Tribunal Federal, tema caro aos conservadores. O vazamento também levou críticas a Flávio por parte do ex-governador, que posteriormente enfrentou denúncias envolvendo a família de Vorcaro.
Renan Santos, pré-candidato do Missão, foi quem mais cresceu na pesquisa, chegando a 6,9% e superando Zema, com 5,2%. A ala menos conservadora ligada à luta anti-corrupção passou a ver em Renan uma alternativa ao Centrão, ainda sem probabilidade de chegar ao segundo turno.
A coleta aponta que o áudio reforçou a visão de que o escândalo envolvendo o Banco Master está ligado a direita e Centrão. Segundo o levantamento, 43,3% consideram aliados de Bolsonaro os mais envolvidos, seguidos de 32,8% que apontam aliados de Lula. Outros 16,1% veem ambos como igualmente envolvidos, e 7,1% citam o Centrão.
Com cerca de cinco meses até a eleição, Flávio tenta reverter o impacto do episódio. Embora desafiado, Lula pode oscilar novamente, mantendo o favoritismo relativo, dependendo do desempenho dos adversários. A possibilidade de segundo turno permanece, a menos que novidades abalem a dinâmica.
Neste momento, o senador informou ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do dono do Master, durante o regime de prisão domiciliar. A divulgação dessas informações sugere uma estratégia de transparência para mitigar danos à candidatura.
A volatilidade do eleitorado indica que a campanha deverá acompanhar novos desdobramentos e eventuais crises envolvendo os protagonistas. A direita limpinha tende a ser um grupo decisivo, com impactos diretos sobre o equilíbrio entre os dois principais candidatos.
Contexto eleitoral
- Pesquisas recentes mostraram variações de apoio entre Lula e Flávio.
- O desempenho de Renan Santos aponta para uma opção que critica o Centrão sem consolidar apoio suficiente para o segundo turno.
- O tema do combate à corrupção continua emergente entre eleitores com expectativas diferentes sobre o futuro do governo.
Fontes: AtlasIntel e análises de bastidores.
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