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Aliados de Lula vão ao TSE contra o filme ‘Dark Horse’ sobre Bolsonaro

Aliados de Lula acionam o TSE para proibir Dark Horse durante o pleito de 2026, apontando financiamento político suspeito e possível propaganda dissimulada

Pôster de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação
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  • Aliados de Lula acionaram o Tribunal Superior Eleitoral contra o filme Dark Horse, pedindo a proibição de exibição, distribuição, publicidade e impulsionamento durante o período eleitoral de 2026.
  • A petição cita possível financiamento político paralelo, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e um fundo no Texas, com ao menos R$ 61 milhões pagos entre fevereiro e maio de 2025.
  • Alegam risco de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular, diante do lançamento previsto para setembro de 2026.
  • Apontam que a exibição no período eleitoral poderia gerar vantagem comunicacional incompatível com a igualdade de chances, comparando o caso a precedente de 2022.
  • Pedem que o TSE comunique a PF, o Banco Central, a Receita Federal, o Ministério da Justiça e o Coaf para apurar possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e caixa dois.

O TSE é acionado por aliados de Lula contra o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A ação foi protocolada nesta terça-feira (19) pelos deputados Rogério Correia (PT-MG) e pelo coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, além do advogado Reinaldo Santos de Almeida. O objetivo é impedir a exibição, distribuição, publicidade e impulsionamento do filme durante o período eleitoral de 2026.

A petição aponta risco de uso da produção como propaganda eleitoral dissimulada, com o lançamento previsto para setembro de 2026, próximo ao pleito. Os autores afirmam haver possível engrenagem de financiamento político paralelo, envolvendo um banco investigado, estrutura empresarial estrangeira e um fundo no exterior.

Na denúncia, os colegas de Lula sustêm que o conjunto de fatos pode caracterizar abuso de poder econômico, uso indevido da mídia e financiamento irregular. Eles citam a magnitude financeira do projeto e a proximidade do lançamento com a eleição para sustentar a preocupação com desequilíbrio de chances.

A representação também levanta suspeitas sobre quem recebeu os recursos, sugerindo triangulação internacional, caixa 2 e lavagem de dinheiro. Pedem que o TSE apure origens, contratos, rotas financeiras e destinos dos recursos envolvidos.

A peça faz referência a decisão do TSE de 2022 que proibiu a exibição do documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro? às vésperas do segundo turno. Os autores afirmam que Dark Horse envolve orçamento maior e pode trazer impactos ainda mais relevantes.

Por fim, pedem que o TSE comunique a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal, o Ministério da Justiça e o Coaf para investigação de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial e demais ilícitos relacionados. A ação visa evitar possível vantagem indevida durante o processo eleitoral.

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