- O juiz Gregory Carro suprimiu provas obtidas na mochila durante a parada no McDonald’s, por considerar a revista ilegal sem mandado e sem controle imediato do réu.
- Mesmo assim, a arma impressa em 3D, o carregador, o silenciador e o caderno vermelho encontrados durante uma busca de inventário na delegacia serão admitidos como provas no julgamento por homicídio de Brian Thompson.
- Também entrarão como evidência um pen drive encontrado no colar de Mangione e a identidade falsa que ele apresentou à polícia, desde que obtidos na investigação subsequente.
- A decisão menciona que trechos de declarações de Mangione feitas antes de ler seus direitos Miranda podem ser considerados inadmissíveis.
- A próxima audiência será virtual em 3 de junho para discutir cronograma e seleção de júri; o julgamento estadual está previsto para setembro.
A Suprema Corte do Estado de Nova York decidiu sobre a admissibilidade de provas no julgamento de Luigi Mangione, acusado de homicídio em segundo grau pelo tiroteio que tirou a vida do CEO da United Healthcare, Brian Thompson. O juiz Greg Carro afastou parte das provas obtidas durante a prisão de Mangione em um McDonald’s na Pensilvânia, mas manteve outras informações para o processo. A defesa contestou a legalidade da operação, enquanto a acusação sustenta a validade de itens obtidos em uma busca de inventário na delegacia.
Mangione foi preso em 9 de dezembro de 2024 em Altoona, Pensilvânia. A defesa alegou violação de direitos constitucionais durante a prisão e questionou a legalidade da revista na mochila que, segundo a acusação, continha uma arma impressa em 3D, um silenciador e um caderno com anotações. O juiz considerou a busca no McDonald’s ilegal por não haver mandado, pois a mochila não estava sob controle imediato do réu e não houve evidência convincente de medidas de segurança.
Juiz Carro decidiu pela supressão de parte das evidências coletadas no McDonald’s, incluindo itens como a mochila, celular, passaporte, carteira e o chip do computador. No entanto, ele manteve a admissibilidade da arma impressa, de um carregador, do silenciador e do caderno vermelho com supostos escritos de Mangione, obtidos durante a busca de inventário efetuada na delegacia. Declarações de Mangione feitas antes de ser informado sobre o direito Miranda também foram consideradas inadmissíveis em parte.
O caderno vermelho, exibido durante as audiências de supressão, recebeu particular atenção. Foi retirado da mochila no McDonald’s e colocado sobre uma mesa pela polícia, mas o documento não foi aberto durante a revista inicial, o que levou o tribunal a tratá-lo de forma diferenciada. A defesa questiona a relação entre o caderno e as buscas realizadas, enquanto a acusação sustenta que o conjunto de elementos pode contribuir para a acusação no julgamento.
O próximo passo envolve a schedule de audiência e a seleção do júri, marcada para 3 de junho, de forma virtual. O julgamento estadual está previsto para começar em setembro, seguido de um possível julgamento federal em seguida. A decisão de Carro ocorreu após uma audiência de supressão de provas que se estendeu por três semanas em dezembro de 2025.
Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que a decisão é, em termos gerais, favorável à acusação por manter itens relevantes como prova, especialmente a arma impressa e o caderno. Já a defesa celebra a supressão de alguns itens, reconhecendo que vitórias parciais podem ocorrer, ainda que não definam o veredicto final. O Ministério Público de Manhattan comunicou que pretende apresentar o caso com os itens admitidos, destacando a importância das provas.
A defesa de Mangione, liderada pela advogada Karen Friedman Agnifilo, não comentou a decisão neste momento, mantendo o foco no andamento do processo. A procuradoria aguarda o andamento do cronograma para maximizar a apresentação de evidências no julgamento, que deverá ocorrer tanto na esfera estadual quanto, se houver, na federal. A Rolling Stone acompanha o caso, citando fontes ligadas ao processo.
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