- Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira mostra queda de Flávio Bolsonaro entre eleitores moderados, com perda de cinco pontos no primeiro turno e seis pontos no segundo turno.
- Lula volta a liderar todos os cenários, com folga em relação aos adversários.
- O desgaste acompanha o áudio no qual Flávio pede recursos a Vorcaro, gerando suspeitas sobre a origem dos recursos para o filme do pai.
- Mesmo com a queda, os rivais de direita — Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos — ainda aparecem atrás de Flávio nas sondagens.
- A dificuldade de alianças, influenciada pelos votos afetivos ao bolsonarismo, pode manter o apoio ao clã, dificultando a emergência de outra candidatura.
O Atlas/Bloomberg aponta que o áudio em que Flávio Bolsonaro aparece ao lado de um banqueiro prejudicou sua campanha. A pesquisa divulgada nesta terça-feira mostra queda de 5 pontos no primeiro turno e de 6 pontos no segundo, favorecendo o presidente Lula, que lidera em cenários com folga.
A queda atende ao nicho de eleitores moderados, parcela menor que 10% que costuma votar no menos pior. A dúvida é se Flávio consegue se recuperar ou se a trajetória está comprometida de vez, levando a disputa contra o lulismo a ganhar outra dimensão.
O perfil do candidato vinha sendo de um bolsonarista mais contido, sem agressividade característica da família. A estratégia era manter o foco em críticas ao PT sem provocar confrontos públicos, o que parecia dar resultado por um tempo.
O áudio em que pede recursos para Vorcaro gerou constrangimento pela forma, linguagem e sinal de intimidade com o banqueiro. Isso alimentou dúvidas sobre a veracidade de recursos para financiar conteúdos em defesa da família Bolsonaro.
Cenário eleitoral e tendência
Mesmo com o recuo de Flávio, outros nomes de direita seguem distantes. Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos ocupam a terceira posição, mas ainda não alcançaram o patamar do filho mais velho de Jair Bolsonaro. A diferença, por ora, persiste.
O eleitorado de oposição continua dividido entre várias opções, o que favorece o lulismo em cenários de ajuste. O desafio para o campo antipetista é manter a coesão diante de novos desdobramentos.
Eduardo e Carlos Bolsonaro seguem ativos, ampliando ataques a críticos e à imprensa. A estratégia é ampliar a viseira de oposição, enquanto o foco permanece na figura de Flávio e no desgaste potencial da percepção de corrupção.
Ainda não houve definição sobre se o quadro muda de forma consistente. A realidade política brasileira, marcada por episódios semanais, sugere cautela para prever movimentos de alta ou recuperação de apoio.
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