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Emissoras públicas buscam novos formatos para fortalecer parcerias

RNCP propõe ampliar tempo de tela para produções regionais na TV Brasil, fortalecendo parcerias e a sustentabilidade financeira das emissoras públicas

Cena do reality “A Voz Dela”, programa original da PrefTV. Foto: Jorge Farias/Prefeitura de Caruaru
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  • A Voz Dela, reality da PrefTV de Caruaru, procurou uma voz feminina para o São João e apresentou 11 concorrentes; a final foi tema de encontro da RNCP, no Rio de Janeiro.
  • A RNCP defende ampliar a presença de produções regionais na TV Brasil, destacando que afiliadas ocupam 11,3% da grade entre 6h e meia‑noite.
  • Programas da RNCP já foram exibidos pela TV Brasil e pela Rádio MEC, como Festival de Óperas e a cobertura da COP-30; há demanda por mais conteúdo regional.
  • A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, e o diretor-geral, David Butter, alertaram sobre transformar o setor com tecnologia e modelos de produção mais horizontais entre emissoras.
  • Ao fim do encontro, foi apresentada a Carta do Rio, defendendo repartição de recursos da CFRP; a carta será enviada a órgãos governamentais para sustento financeiro das emissoras públicas.

A TV Brasil deve ampliar a veiculação de conteúdos regionais por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Em Caruaru, Pernambuco, o reality A Voz Dela buscou eleger uma locutora feminina para o São João, envolvendo 11 candidatas da PrefTV, emissora pública da cidade. A disputa ocorreu para atender a uma demanda de diversidade na apresentação de atrações, avisos e promoções.

A RNCP, coordenada pela EBC, considera ampliar o tempo na tela de produções regionais e a parceria entre emissoras públicas. Em participação no encontro no Rio de Janeiro, autoridades destacaram a importância de ampliar a presença regional na programação da TV Brasil.

Compromissos e propostas

Welder Alves, gerente do Sistema Encontro das Águas, citou dados internos sobre a contribuição das emissoras parceiras na grade da TV Brasil, destacando 11,3% da programação entre 6h e meia-noite. A meta é fortalecer a veiculação de conteúdos regionais.

Antonia Pellegrino, presidenta da EBC, ressaltou o papel do campo público diante das transformações tecnológicas. A ideia é alinhar televisão e internet para igualar oportunidades entre as emissoras, mantendo cadaproductora com sua linguagem.

David Butter, diretor-geral da EBC, afirmou que a rede pode adotar soluções próprias. O objetivo é facilitar a relação entre emissoras e compartilhar oportunidades sem prender-se a modelos rígidos.

Debate institucional

Cibele Tenório, participante do Comitê de Participação, Diversidade e Inclusão, defendeu uma relação horizontal entre EBC e afiliadas. Ela destacou que a TV pública deve representar diferentes sotaques e realidades, sem repetição de modelos comerciais.

Experiências de conteúdos independentes, como as parcerias da Rádio Educadora da Bahia com o Iderb, foram citadas como exemplos de edital afirmativo. Programas sobre diversas vertentes musicais foram veiculados por emissoras da RNCP.

Carta do Rio e próximos passos

Ao fim do encontro, foi apresentado um rascunho da Carta do Rio, com reivindicações e análises sobre o cenário da comunicação pública. O documento defende maior repasse de recursos da CFRP e sustenta a necessidade de fontes diversificadas de financiamento.

Especialistas apontam a criação de uma instituição similar a uma associação entre emissoras públicas como forma de fortalecer a gestão compartilhada. O material será encaminhado a órgãos do governo, como a Secretaria de Comunicação e a Casa Civil.

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