- O ex-primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, é investigado por tráfico de influência e outros crimes ligados ao resgate da companhia aérea Plus Ultra, em 2021.
- Mandados de busca foram cumpridos no escritório de Zapatero em Madri e em três empresas ligadas a ele, incluindo uma pertencente às suas filhas.
- A investigação da Audiência Nacional foca em irregularidades financeiras associadas ao resgate da Plus Ultra, que recebeu € 53 milhões em recursos públicos no âmbito dos fundos de recuperação.
- Zapatero foi convocado para prestar esclarecimentos ao juiz em 2 de junho; além de tráfico de influência, ele também é investigado por organização criminosa e falsidade documental.
- Em março, Zapatero negou qualquer irregularidade durante audiência no Senado, afirmando que nunca recebeu comissões da Plus Ultra.
O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero é alvo de uma investigação por tráfico de influência e possíveis crimes financeiros ligados ao resgate da companhia aérea Plus Ultra, em 2021. A apuração envolve dados financeiros e pagamentos de comissões ocultas.
Segundo o El País, a investigação foca em uma empresa de consultoria associada a um aliado de Zapatero, que atuaria como intermediária para esse pagamento. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na terça-feira, 19, incluindo o escritório do ex-chefe de governo em Madri.
A Audiencia Nacional informou que a investigação foi ampliada para incluir Zapatero, que foi chamado para prestar esclarecimentos ao juiz em 2 de junho. Além de tráfico de influência, ele é investigado por organização criminosa e falsidade documental.
Zapatero governou entre 2004 e 2011 pelo Partido Socialista. O caso envolve o resgate de Plus Ultra, que recebeu cerca de € 53 milhões de recursos públicos no âmbito dos fundos de recuperação da pandemia de covid-19. Em março, o ex-primeiro-ministro negou irregularidades ao Senado.
Em audiência no Senado, Zapatero afirmou que nunca recebeu comissões da Plus Ultra, uma declaração que não encerra a apuração, que segue com a análise de documentos e depoimentos. A Secretaria da Audiência Nacional não informou novas deflagrações.
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