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Fachin anuncia acordo entre CNJ e DPU para proteger órfãos de feminicídio

CNJ e DPU firmam memorando para proteger órfãos de feminicídio com pensão especial e ampliar busca ativa por vítimas

Segundo o ministro, a presença de defensores em comunidades e salas de audiência é o "mais profundo ato de democracia" do país - (crédito: Gustavo Moreno/STF)
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  • CNJ e Defensoria Pública da União formalizam memorando para proteger órfãos do feminicídio, garantindo acesso à pensão especial prevista na Lei n° 14.717/2023, com comunicação de ofício para identificar crianças e adolescentes vítimas.
  • A iniciativa nacional se baseia no projeto “Vidas que Ficam” e ampliará o painel da violência contra a mulher do CNJ, indexando dados de dependentes menores para busca ativa.
  • Fachin destacou a desjudicialização e a autocomposição, citando modelo digital da Defensoria do Paraná que o CNJ pretende nacionalizar com apoio do Fonamec.
  • O presidente do STF mencionou o papel da Defensoria perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, após a primeira sessão deliberativa da Corte no STF.
  • Ele reforçou que o acesso à Justiça não pode depender do CEP, apontando deficiências em comarcas do interior, comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, e pediu fortalecimento da presença do Estado.

O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, anunciou um acordo para proteger órfãos do feminicídio. O anúncio ocorreu no Dia Nacional da Defensoria Pública, em meio a discurso sobre fortalecimento da justiça social e presença do Estado junto a populações vulneráveis. O foco é ampliar o acesso à pensão especial prevista na Lei 14.717/2023.

O memorando de entendimento entre o CNJ e a Defensoria Pública da União cria mecanismos para identificar crianças e adolescentes vítimas de feminicídio. Tribunais do júri, juizados de violência doméstica e varas da infância deverão comunicar de ofício a existência dos dependentes às defensorias, viabilizando o benefício.

O projeto se inspira no iniciativa estadual Vidas que Ficam, da Defensoria do Rio Grande do Sul, e será ampliado com o aprimoramento do painel de violência contra a mulher do CNJ. A ideia é facilitar a busca ativa por famílias afetadas pela violência.

Ações de desjudicialização e integração digital

Fachin destacou a importância da desjudicialização e da autocomposição como caminhos para a justiça mais eficiente. Um modelo digital, desenvolvido pela Defensoria do Paraná, é apontado como referência para nacionalização com apoio do Fonamec.

O ministro também lembrou a atuação da Defensoria brasileira em temas internacionais, mencionando o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Foi ressaltada a necessidade de ampliar a presença estatal em áreas remotas, como comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

O discurso contextualizou o momento atual como de desafio à confiança institucional e de polarização. Fachin ressaltou que o acesso à Justiça não pode depender do CEP, enfatizando que a lei precisa alcançar todas as regiões do país.

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