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Flávio Bolsonaro admite visita ao banqueiro após prisão do dono do Master

Após a primeira prisão de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro admite visita ao banqueiro; caso envolve financiamento de filme sobre o pai

Após dizer que não tinha relação com Vorcaro, Flávio Bolsonaro admite visita ao banqueiro após primeira prisão do dono do Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Flávio Bolsonaro admitiu ter ido à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do banqueiro, quando Vorcaro estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
  • A visita ocorreu em meio a fraudes milionárias do Banco Master que já eram de conhecimento público na época.
  • A revelação ocorreu após o site Intercept divulgar áudios e mensagens em que Flávio solicitava dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
  • O senador afirmou que o relacionamento com Vorcaro foi apenas para captar recursos do filme e que apresentará uma prestação de contas em trinta dias.
  • A produtora do filme diz que ele custou até agora US$ 13 milhões, com Vorcaro responsável por cerca de noventa por cento da verba; há divergência entre números divulgados sobre o financiamento.

Depois de afirmar que não manteria relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro reconheceu que esteve na casa do banqueiro no fim de 2025, logo após a primeira prisão no caso Master. Na época, Vorcaro já cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica.

A revelação ocorreu após o senador estar reunido com aliados na sede do PL, em Brasília, quando o site Metrópoles publicou o registro do encontro na casa do banqueiro. O episódio envolve fraudes milionárias associadas ao Banco Master.

Ao final da reunião, Flávio disse ter ido a São Paulo para falar com Vorcaro, com o objetivo de encerrar o assunto. Segundo ele, se tivesse sido avisado de que a gravidade do caso era maior, teria buscado outro investidor há mais tempo para evitar o agravamento da situação.

Financiamento do filme e relação com Vorcaro

Até então, o senador afirmava que o relacionamento com Vorcaro restringia-se ao patrocínio do filme sobre o pai. Michelle de operações financeiras e contratos foram ressaltadas pela defesa de Flávio, que admitiu a existência de um memorando de confidencialidade no contrato do projeto.

O Intercept reportou áudios e mensagens que indicam que Vorcaro pagou parte do filme, com valores que superaram US$ 12 milhões segundo a produção. A família Bolsonaro informou que o financiamento estava vinculado ao projeto, que pode ter recebido recursos adicionais de outros investidores.

Informações de representantes da Goup Entertainment indicam que o filme teve custo total estimado em US$ 13 milhões e que Vorcaro teria atuado como intermediário de grande parte do financiamento, conforme relato da produtora. A diretiva do filme e as tratativas com investidores seguem sob apuração das autoridades e da imprensa.

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