- Flávio Bolsonaro afirmou que a bancada do PL discute alternativas à proposta de fim da escala 6×1.
- O texto em debate, defendido pelo governo Lula, propõe remuneração por hora trabalhada com manutenção de direitos como férias, FGTS e 13º salário proporcionais à carga horária.
- A PEC pretende reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução de salário.
- Flávio disse que a proposta é eleitoreira e pode gerar desemprego, além de elevar o custo de vida.
- O tema foi comentado durante a abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
O pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (19) que a bancada do PL discute alternativas à proposta de fim da escala 6×1, em tramitação na Câmara. Ele criticou o texto defendido pelo governo Lula e apontou a remuneração por hora trabalhada como alternativa. A declaração ocorreu após participação de Flávio em Brasília, sem responder a perguntas dos jornalistas.
Segundo o senador, a proposta apresentada pelo governo seria eleitoreira e traria impactos negativos à economia. O PL defende um modelo no qual a remuneração seja proporcional às horas trabalhadas, mantendo direitos como férias, FGTS e 13º salário de forma proporcional, com liberdade para o trabalhador escolher o regime de contratação.
A PEC em discussão na Câmara prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Flávio Bolsonaro criticou a ideia de facilitar essa mudança apenas para atender o calendário eleitoral, sugerindo que a proposta do governo não resolve os problemas estruturais.
Para o PL, a ideia é estabelecer flexibilidade na jornada sem perder vínculos ou proteções. Em nota, o senador afirmou que quem quiser trabalhar mais pode obter maior remuneração, enquanto quem precisar de menos horas manteria o emprego. O texto também enfatiza que a mudança não eliminará direitos trabalhistas.
Durante discurso na abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília, Flávio voltou a defender que a decisão sobre a carga horária deve ficar com o trabalhador, não com o governo. Ele afirmou que a autonomia de escolha é fundamental para quem precisa conciliar trabalho com estudos, saúde e cuidado familiar.
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