- Governo lança a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que entra em vigor nesta terça-feira, 19 de maio de 2026.
- A Portaria n° 836 regulamenta a política, com base na Lei n° 14.811/2024, e estabelece os objetivos principais.
- Implementação descentralizada: União, estados, Distrito Federal e municípios, com coordenação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
- Princípios: proteção integral, tratamento como condição de desenvolvimento, dignidade, liberdade, direitos humanos, privacidade, inclusão e não discriminação.
- Governança e metas: Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Plano Nacional Decenal para definir metas, prazos e indicadores.
A partir de hoje, o Brasil passa a adotar diretrizes padronizadas para enfrentar a violência contra crianças e adolescentes. A Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes entra em vigor e será implementada de forma descentralizada, com atuação conjunta de União, estados, Distrito Federal e municípios, sob coordenação do ministério competente. A norma foi publicada para regulamentar dispositivos da Lei 14.811/2024.
A portaria 836, divulgada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, fundamenta a política no ECA e reforça a prioridade absoluta de proteção a esse público. Entre os princípios estão proteção integral, tratamento como condição de desenvolvimento, respeito aos direitos humanos e privacidade, além de equidade e não discriminação.
Elementos centrais da política
A proposta prioriza a prevenção e o enfrentamento de todas as formas de violência sexual, com foco na não revitimização. A implementação envolve áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça, considerando desigualdades sociais, raça, gênero e deficiência.
A política busca fortalecer redes de proteção, ampliar o atendimento especializado e responsabilizar os autores, assegurando direitos das vítimas. Também prevê a produção de estudos e a avaliação de resultados para orientar ações futuras.
Governança e metas
A gestão ficará a cargo da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O Plano Nacional Decenal deverá definir metas, prazos e indicadores das ações, apoiando a coordenação entre os entes federativos. A norma prevê campanhas permanentes, formação de profissionais e centros de atendimento integrado.
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