- Pesquisa AtlasIntel, divulgada em 19 de maio, mostra Lula na dianteira em cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, com 48,9% ante 41,8%.
- A variação ocorre após a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro; Lula subiu 1,4 ponto percentual, e Flávio caiu 6 pontos.
- Indecisos e votos nulos somam 9,3% no cenário, aumento de 4,6 pontos desde a última pesquisa.
- Rejeição a Flávio atingiu 52%, o maior índice entre pré-candidatos; Lula mantém rejeição em torno de 50,6%.
- Sobre o caso Master, 43% dos entrevistados apontam o grupo Bolsonaro como mais envolvido, 33% citam os aliados de Lula; entre quem conhece as mensagens, 55% veem as áudios como evidência de investigação legítima.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições presidenciais de 2026, aponta a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (19/05). O levantamento é o primeiro desde a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A pesquisa foi realizada com 5.032 respondentes entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual. Os áudios foram tornados públicos em 13 de maio. No cenário de segundo turno, Lula chegou a 48,9%, ante 41,8% de Flávio Bolsonaro.
Lula subiu 1,4 ponto percentuais em relação ao levantamento de abril. Flávio caiu seis pontos após a divulgação do áudio, e houve alta de 4,6 pontos percentuais nos indecisos ou votos nulos, chegando a 9,3%.
A rejeição a Flávio Bolsonaro aumentou dois pontos, atingindo 52%. Ele continua sendo o candidato com maior parcela de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum, seguido por Lula, com 50,6%.
Rejeição e percepção sobre o caso Master
A pesquisa mostra que o medo de vitória de Flávio é maior que o temor de reeleição de Lula, em parte impulsionado pela divulgação do caso Master. O receio de vitória de Flávio subiu 2 pontos; o temor pela reeleição de Lula caiu quase 7 pontos em um mês.
De acordo com a Bloomberg, antes da divulgação dos áudios, o escândalo pesava mais sobre Lula, com percepção de maior envolvimento de seus aliados. Agora, 43% dos entrevistados atribuem as fraudes ao grupo de Bolsonaro, enquanto 33% apontam para aliados de Lula.
Entre quem disse conhecer as mensagens vazadas, 55% veem os áudios como evidência de investigação legítima; 33% entendem como uma tentativa de prejudicar Flávio Bolsonaro.
Entre na conversa da comunidade