- O deputado federal Mário Frias (PL-SP) enviou áudios e mensagens a Daniel Vorcaro em dezembro de 2024 agradecendo o investimento no filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro.
- Trocas publicadas pelo Intercept Brasil mostram Frias chamando Vorcaro de “irmão” e “brother” e descrevendo o filme como “uma questão de justiça divina” e um “grande milagre”.
- A versão anterior de Frias, de que Vorcaro não havia contribuído com o filme, é apresentada como contrariada pelas mensagens, levando a novos esclarecimentos sobre a relação entre as partes.
- O dinheiro teria sido repassado pela Entre Investimentos e Participações, empresa do banqueiro, que atuava em parceria com outras empresas dele.
- Frias não se manifestou sobre as conversas; o caso ocorre em contexto de escrutínio ao Banco Master pelo Banco Central, com fraudes em títulos podres ainda sob apuração.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) enviou áudios e mensagens em dezembro de 2024 ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master falido, para agradecer o investimento feito no filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A divulgação ocorreu após o Intercept Brasil publicar novas conversas entre as partes.
Segundo as mensagens, Frias se referia a Vorcaro como irmão e destacava que o filme seria importante para o país, sugerindo que haveria impacto político. Em outra passagem, o parlamentar descreveu a produção como um milagre e afirmou que a obra revelaria a verdadeira história de Bolsonaro.
A defesa de Frias sustenta que não houve contradição entre as declarações anteriores e as mensagens, pois Vorcaro não consta como signatário de relação jurídica firme, nem o Banco Master como investidor formal. O deputado ainda não comentou as novas mensagens publicadas.
As conversas indicam repasses feitos pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para a produção de Dark Horse. A troca de mensagens manteve tom religioso, com Frias enfatizando fé e milagres, enquanto Vorcaro respondia com sintonia ao tom de apoio.
Contexto institucional: o Banco Master já enfrentava escrutínio do Banco Central antes de as informações virem à tona sobre supostas fraudes financeiras associadas à venda de títulos podres. As novas mensagens ampliam o cenário de relação entre o parlamentar e o investidor.
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