- Deputado federal Mario Frias agradeceu ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo apoio financeiro ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, em mensagem de 11 de dezembro de 2024.
- Intercept Brasil revelou áudios e mensagens; Frias agradeceu e disse que “vai mexer com o coração de muita gente”, com ligação de voz ocorrendo após o envio da mensagem.
- Em print compartilhado, Frias mencionou diretor Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel, dizendo que Caviezel seria “imortalizado” no papel e que a produção seria a maior superprodução brasileira.
- Em 22 de dezembro de 2024, Vorcaro avisou que estava na igreja; Frias chamou o filme de “grande milagre” e afirmou que tocaria milhões de pessoas em todo o mundo, com papel histórico para gerações futuras.
- Frias revisou a versão sobre o financiamento: inicialmente disse não haver dinheiro do Master, depois admitiu uso de recursos vindos de Vorcaro; Flávio Bolsonaro confirmou existência de contrato de patrocínio com o banqueiro.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP agradeceu publicamente o dinheiro recebido para o filme Dark Horse, que retrata parte da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pelo Intercept Brasil nesta terça (19/5). A empresa do Banco Master, ligada a Daniel Vorcaro, aparece como financiadora em mensagens trocadas em dezembro de 2024.
As mensagens, enviadas por Frias via WhatsApp em 11 de dezembro de 2024, mostram o parlamentar agradecendo ao banqueiro pela ajuda financeira ao longa. Às 18h24, Frias elogiou a contribuição e sinalizou que o filme poderia impactar o país, mantendo Vorcaro informado sobre os avanços. Em seguida, ocorreu uma ligação de voz entre os dois.
O caso ganhou mais desdobramentos quando Frias, em 15 de dezembro, enviou novas mensagens com uma captura de tela envolvendo o diretor Cyrus Nowrasteh. O material tratava da produção de um filme sobre um homem comum que chega à presidência por milagre, com Nowrasteh pretendendo conversar com o ator Jim Caviezel sobre o projeto.
Mudança de versão sobre o financiamento
Frias passou a admitir, na semana anterior, que houve recursos vindos de Vorcaro para o filme. Ele afirmou que não há contradições entre posicionamentos públicos e a origem formal do investimento, ressaltando que a relação jurídica foi firmada com a empresa Entre, distinta do Master. O parlamentar sustenta que não houve dinheiro público ou patrocínio via Lei Rouanet.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou a situação, afirmando que houve um contrato entre o banqueiro e a produção, com recurso privado para o filme sobre o próprio pai. Segundo o senador, o investimento ocorreu apenas após um pedido de patrocínio privado, sem envolvimento público.
Mário Frias, Vorcaro e outros envolvidos não haviam respondido de forma consolidada até a tarde de hoje. O Metrópoles não obteve posicionamento definitivo de Frias até o momento.
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