- O advogado-geral da União, Jorge Messias, está de férias desde o dia 13 e acompanhou o presidente Lula em agenda em São Paulo nesta terça-feira (19).
- Pela manhã, Lula participou da abertura do Enic (Encontro Internacional da Indústria da Construção) acompanhado de Messias.
- À tarde, o presidente lançou o programa Move Aplicativos, às 14h30, com expectativa de que Messias também esteja presente.
- Lula tem dito a aliados que não aceitou a derrota no Senado e continuará defendendo Messias para o STF, atuando pessoalmente nas articulações.
- A votação de indicações ao STF foi derrotada no Senado na última sessão, com 42 votos contrários e 34 favoráveis à nomeação de Messias.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, está de férias desde a quarta-feira (13) e acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agenda em São Paulo nesta terça-feira (19). Pela manhã, Lula participa da abertura do Enic, acompanhado de Messias no evento técnico da CBIC.
À tarde, o presidente participa do lançamento do Move Aplicativos, às 14h30, com a expectativa de ter Messias ao lado. O Move é uma linha de crédito destinada a motoristas de aplicativo e taxistas, com condições especiais para veículos, manutenção e capital de giro.
Messias retorna de férias na próxima segunda-feira (25). O acompanhamento indica proximidade entre o governo e o AGU, mesmo após a derrota de indicá-lo ao STF, de acordo com apurações de veículos que acompanham o tema.
Contexto da agenda e avaliação política
A presença de Messias ao lado de Lula ocorre após o presidente ter avisado a aliados que não aceitou a derrota no Senado e que insistirá na nomeação para o STF. A aposta é que Lula conduza articulações para viabilizar a indicação.
O Senado votou contra a indicação de Messias no dia 29, com 42 votos contrários e 34 favoráveis. A preferência da cúpula do Senado era outra opção para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado por Lula como atuando contrariamente ao AGU, em leitura compartilhada por parte da imprensa. O escolhido pela direção do Senado inicialmente era Rodrigo Pacheco, que não chegou a ser indicado.
Fontes ouvidas pela imprensa indicam que Lula não definiu data para reenviar a indicação. O governo não divulgou detalhes sobre próximas etapas do processo, mantendo o tom de negociação nos bastidores.
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