- O PT, por meio do ministro José Guimarães, afirmou que vai explorar a suposta relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro na campanha de reeleição de Lula.
- Segundo apuração do The Intercept Brasil, Flávio teria cobrado 134 milhões de reais de Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, dos quais 61 milhões teriam sido pagos.
- Guimarães disse que o objetivo é evitar que acusações do caso Master caiam sobre o governo e que não se pode sustentar candidatura com mentiras.
- Ainda pela manhã, Flávio deveria reunir-se com a cúpula do PL para tratar da pré-candidatura após vazamento de áudios e explicar a relação com o banqueiro.
- Lindbergh Farias pediu ao Supremo Tribunal Federal a inclusão de Flávio e do pai no inquérito sobre atuação de Eduardo nos Estados Unidos, com medidas cautelares e cooperação internacional para rastrear recursos.
O ministro José Guimarães (PT-CE), da Relações Institucionais, confirmou que o PT utilizará a suposta relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como tema de campanha para a reeleição de Lula. A informação foi veiculada pela imprensa após reportagem sobre o caso.
Segundo apuração, Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O pedido total seria de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos. O PT pretende explorar o episódio para evitar que o escândalo do Master recaia sobre o governo.
Guimarães afirmou que não se pode transferir culpa indevida ao governo e que não se sustenta uma candidatura com mentiras. A entrevista foi publicada pela Folha de S. Paulo na terça-feira, 19, e integra o esforço do PT para explicar o tema sem vincular a gestão atual aos desvios.
Repercussões e desdobramentos
Nesta mesma manhã, Flávio Bolsonaro deve se reunir com a cúpula do PL para discutir a pré-candidatura presidencial diante do vazamento dos áudios. A defesa do senador busca esclarecer a natureza da relação com Vorcaro e o que exatamente ocorria em torno do financiamento.
Diversos relatos divergentes têm surgido entre Flávio, o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados como o deputado Mario Frias (PL-SP), desde a divulgação pela imprensa do material do The Intercept Brasil. A entidade que reúne policiais federais estima um rombo significativo ligado ao tema, apontando um valor na casa de centenas de bilhões de reais.
Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal que inclua Flávio Bolsonaro e o pai no inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O objetivo é avaliar eventual participação em sanções ao Brasil durante o julgamento do ex-presidente. O pedido cita possíveis fluxos financeiros, pagamentos a lobistas e encontros nos EUA, requerendo medidas cautelares.
A solicitação de Farias também enfatiza cooperação jurídica internacional para rastrear recursos ligados ao projeto, bem como a necessidade de coleta de dados adicionais para esclarecer a relação entre os envolvidos e eventuais impactos na soberania do país.
Entre na conversa da comunidade