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Ministro das Finanças de Israel chama TPI de antissemita após ordem de prisão

Ministro das Finanças de Israel acusa o Tribunal Penal Internacional de antissemita após suposta ordem de prisão, ampliando atrito entre Haia e Jerusalém

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, durante uma coletiva de imprensa sobre a expansão de um assentamento na Cisjordânia, em 14 de agosto de 2025. Foto de arquivo.
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  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, criticou o Tribunal Penal Internacional, chamando-o de antissemita e dizendo que não aceita imposições de organismos parciais.
  • Smotrich afirmou ter sido informado de uma suposta ordem internacional de prisão contra ele, sem detalhar as acusações, durante entrevista na rede social X.
  • O TPI já emitiu ordens de prisão, em novembro de 2024, contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, por crimes ligados à guerra contra o Hamas.
  • Smotrich ameaçou evacuar a comunidade beduína de Khan al-Ahmar, na Cisjordânia, dizendo que a ordem de despejo seria assinada imediatamente; o vilarejo abriga mais de 750 pessoas.
  • A promotoria do TPI investiga a colonização de territórios palestinos ocupados; a ONG Paz Agora acusa o governo de avançar com planos de anexação, enquanto autoridades americanas costumam pedir o encerramento das investigações.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, reagiu nesta terça-feira ao que chamou de provocação do Tribunal Penal Internacional (TPI). O procurador do TPI teria solicitado uma ordem de prisão contra ele, segundo a leitura pública feita por Smotrich. O ministro afirmou que o Estado de Israel não admite imposições de organismos que considera parciais.

A entrevista ocorreu em transmissão pela rede social X. Smotrich, do partido Sionismo Religioso, não revelou quais acusações motivariam eventual prisão. Ele confirmou ter sido informado de uma solicitação de ordem internacional, dizendo que o país é soberano e não aceita pressões de tribunais externos.

O TPI já emitiu ordens de prisão, em novembro de 2024, contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant. Ambos são investigados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados a operações na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Contexto local? Smotrich classificou a atuação do TPI como uma provocação. Ele acionou ainda retaliações contra uma comunidade beduína em Khan al-Ahmar, a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, anunciando que uma ordem de evacuação seria assinada logo após sua declaração.

Khan al-Ahmar, com cerca de 750 moradores, fica em barracos e tendas a aproximadamente dez quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém, cercado por assentamentos israelenses. A operação gerou reação de organizações de direitos humanos israelenses.

A ONG Paz Agora criticou as declarações de Smotrich, afirmando que o ministro busca vingança contra Haia e a comunidade internacional às custas de comunidades vulneráveis. O grupo também destacou o papel do governo na viabilização de planos que, segundo a organização, avançariam com a annexação da região.

No âmbito político, Smotrich mantém posição favorável à anexação de parte da Cisjordânia. A investigação sobre a colonização dos territórios ocupados já reúne vários pontos de atenção, incluindo outros membros do governo que estariam na mira de ações judiciais.

Do lado do TPI, não houve comentários específicos sobre pedidos de prisão. A defesa do tribunal informou que o gabinete não comenta especulações ou perguntas sobre pedidos de prisão que não sejam oficiais. As situações de Netanyahu e Gallant permanecem sob escrutínio internacional.

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