- Três mulheres da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, tiveram registrado no documento o cargo de “presidente da República” em 2002.
- A descoberta ocorreu quando uma técnica de enfermagem foi à Agência do Trabalhador buscar emprego; Aldenize Ferreira da Silva, 46, teve o registro identificado.
- Em 2002, Aldenize atuava como merendeira; o registro mostra salário inicial de R$ 201,60 e última remuneração em dezembro do mesmo ano, de R$ 15,42.
- Claudia da Silva, 53, e Suelane Fonseca, 49, também constam como presidentes da República na carteira; ambas trabalharam para a prefeitura naquele ano.
- A Prefeitura informou que o erro ocorreu durante a transição entre sistemas SEFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e o e-Social, que teria alterado algumas bases de dados.
Ao menos três mulheres descobriram que constava o cargo de presidente da República em suas carteiras de trabalho, vinculadas a serviços da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. O registro veio à tona após uma busca por emprego.
Aldenize Ferreira da Silva, 46 anos, foi quem informou o achado inicialmente. Ela trabalhou como merendeira em uma escola da cidade em 2002 e, segundo a Carteira Digital de Trabalho, teve salário inicial de R$ 201,60 e a última remuneração em dezembro daquele ano, de R$ 15,42.
Claudia da Silva, 53, e Suelane Fonseca, 49, também constam como presidentes da República na documentação. Claudia atuou como educadora infantil naquela época; Suelane, como auxiliar de serviços gerais, ambas vinculadas à prefeitura.
A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou à Globo que o erro decorre de uma transição de sistemas, do SEFIP para o e-Social. Segundo o município, a mudança teria alterado bases de dados e transformado cargos comissionados genéricos em presidente da República.
Segundo a administração, a falha ocorreu durante a migração de informações, que acabou refletindo nomes de cargos de alta hierarquia em registros de trabalhadores. A direção municipal afirmou que está apurando o caso e tomando medidas para corrigir os dados.
O caso foi veiculado pelo jornal Bom Dia, Pernambuco, da TV Globo, após as entrevistas com as mulheres. Não houve registro de irregularidades ou ações judiciais até o momento, e as testemunhas aguardam a regularização dos documentos.
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