- A NAACP lançou a campanha “Out of Bounds”, fazendo um apelo para que atletas negros, familiares, ex-alunos e torcedores boicotem programas esportivos de universidades públicas em oito estados do sul: Tennessee, Louisiana, Alabama, Florida, Mississippi, South Carolina, Texas e Georgia.
- O movimento acompanha a decisão da Suprema Corte no caso Louisiana v Callais, que afinou a Lei dos Direitos de Voto, levando os estados a redesenhar mapas eleitorais para reduzir a representação negra.
- Os atletas recrutados por programas-alvo devem adiar compromissos, questionar a posição das universidades sobre direitos de voto e considerar transferências para faculdades historicamente negras (HBCUs).
- Alunos não atletas, torcedores, ex-alunos e doadores são instruídos a parar de financiar os programas-alvo — comprando menos ingressos, produtos licenciados e artigos — e direcionar recursos a HBCUs.
- Como precedentes, a campanha cita movimentos que já pressionaram faculdades, como a mudança da bandeira do Mississippi em 2020 e protestos no Missouri em 2015, além de críticas ao Score Act.
A NAACP lançou hoje a campanha Out of Bounds, que pede boicote a programas esportivos de universidades públicas em estados que, segundo a organização, reduziram a representação negra no voto. A mobilização foca atletas, famílias, ex-alunos e fãs.
A iniciativa aponta oito estados: Tennessee, Louisiana, Alabama, Florida, Mississippi, Carolina do Sul, Texas e Geórgia. Segundo a entidade, os programas com receitas anuais superiores a 100 milhões de dólares estão no alvo.
A campanha acompanha a decisão da Suprema Corte que enfraqueceu o Voting Rights Act, com estados anunciando novos mapas eleitorais. A NAACP afirma que as mudanças visam enfraquecer o poder político negro.
Contexto legal
Derrick Johnson, presidente da NAACP, diz que as ações não representam apenas divergência de políticas, e sim uma corrida para apagar o poder político negro. A organização sustenta que as instituições dependem do talento negro para lotar estádios e alimentar receitas.
Objetivos e ações
Atletas recrutados por programas indicados devem suspender compromissos até a restauração de mapas justos. Colegas, treinadores e diretores devem esclarecer a posição das universidades sobre direitos de voto. Alunos em universidades históricamente negras são incentivados a considerar transferências.
Engajamento público
Quem não é atleta pode contribuir via apoio a universidades históricas negras, reduzindo gastos com ingressos ou mercadorias para direcionar recursos a faculdades negras. A campanha também recomenda apoiar fundos de bolsas e memorais em HBCUs.
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