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Parlamentares adiam votação de proposta do GDF sobre venda de Master ao BRB

Votação da revogação da autorização do BRB para adquirir participação no Banco Master fica sem data, após questionamentos sobre necessidade jurídica e prática

Em reunião ontem, proposta foi para análise da Consultoria Legislativa, responsável por avaliar os aspectos técnicos e jurídicos do texto - (crédito: Divulgação/CLDF)
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  • Parlamentares adiaram a votação do projeto do governo do Distrito Federal que revoga a autorização para o BRB adquirir participação no Banco Master; o texto vai para análise jurídica na Consultoria Legislativa.
  • A medida foi enviada à Câmara Legislativa na quinta-feira passada e, em reunião do Colégio de Líderes, os técnicos vão avaliar aspectos jurídicos antes de levar o tema ao plenário.
  • Questionamentos dos deputados sobre a necessidade da revogação ocorreram, já que a autorização anterior perdeu objeto após a liquidação do Master pelo Banco Central.
  • O presidente da CLDF sinalizou discutir internamente a retirada do projeto, que, na prática, teria pouco efeito, conforme a avaliação de distritais.
  • A sessão também reagiu com repúdio a uma proposta do Senado que pede à Procuradoria-Geral da República informações sobre eventual delação premiada ligada ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

O governo do Distrito Federal encaminhou à Câmara Legislativa o projeto de lei que revoga a autorização para o BRB adquirir participação no Banco Master. A proposta, enviada pela governadora Celina Leão (PP), ainda não tem data marcada para votação. O Colégio de Líderes decidiu encaminhá-la à Consultoria Legislativa para análise técnica e jurídica.

A autorização anterior, criada pela CLDF, perdeu o objeto após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master. Parlamentares questionaram a real necessidade da revogação, entendendo que a medida pode ser mais formal que prática, apenas alinhando o ordenamento do DF à nova realidade.

Durante a sessão, o deputado Chico Vigilante (PT) criticou a iniciativa, dizendo que a Câmara não teria motivo para apreciar algo que não produz efeitos. Ele ressaltou que a própria inviabilização do negócio torna a proposta desnecessária e apontou riscos financeiros associados à operação.

O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), afirmou que a retirada do projeto é a primeira opção entre os parlamentares. Caso a governadora entender o contrário, a Casa discutirá internamente as próximas medidas, segundo o deputado.

O projeto foi apresentado em regime de urgência na última quinta-feira (14/5). Ele revoga a Lei nº 7.739/2025, que autorizava o BRB a comprar 49% das ações ordinárias e a totalidade das ações preferenciais do Banco Master. A medida faz parte do processo de reestruturação financeira do BRB.

Com a análise pela Consultoria Legislativa, técnicos vão verificar a necessidade jurídica da revogação e a relevância normativa diante do atual cenário. Apenas após o parecer, o Colégio de Líderes decidirá se o texto avança para plenário.

Repúdio e desdobramentos

A sessão registrou forte oposição de parlamentares à pauta e ao contexto da operação entre BRB e Banco Master. Além disso, houve críticas ao requerimento da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que solicita informações sobre possível delação premiada envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Deputados destacaram que informações ainda protegidas por sigilo judicial não devem ser usadas para pressionar ou criar crises políticas. O governador de opinião contrária não foi informado a este momento, segundo assessores da CLDF.

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